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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Papa justifica o preservativo em alguns casos, mas confirma o Magistério

As palavras de Bento XVI no livro-entrevista "Luz do mundo. O Papa, a Igreja e os sinais dos tempos" reconhecem o uso do preservativo em “casos singulares justificados”. De qualquer forma, não supõem “uma mudança revolucionária” no ensinamento da Igreja; são uma confirmação de seu Magistério, esclareceu a Santa Sé.
É o que explica o padre Federico Lombardi S.J., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, em um comunicado emitido no domingo, dia 21 de dezembro, para comentar a grande quantidade de informação veiculada no mundo após o L’Osservatore Romano antecipar algumas palavras que o Papa dedica ao tema da sexualidade, no livro-entrevista.
Ao final do capítulo décimo do volume, realizado pelo escritor e jornalista alemão Peter Seewald,  o pontífice responde a duas perguntas sobre a luta contra a SIDA/AIDS e o uso do preservativo, que se remontam à discussão que seguiu às palavras pronunciadas pelo Papa no avião que o levava a Camarões e Angola, a 17 de março de 2009.
Com as declarações que o livro publica – esclarece o porta-voz vaticano –, “o Papa não reforma ou muda o ensinamento da Igreja, mas o reafirma, colocando-se na perspectiva do valor e da dignidade da sexualidade humana, como expressão de amor e responsabilidade”.
“Ao mesmo tempo – acrescenta –, o Papa considera uma situação excepcional em que o exercício da sexualidade representa um verdadeiro risco para a vida do outro. Nesse caso, o Papa não justifica moralmente o exercício desordenado da sexualidade, mas considera que a utilização do preservativo para diminuir o perigo de contágio é ‘um primeiro ato de responsabilidade’, ‘um primeiro passo para o caminho para uma sexualidade mais humana’, em lugar de não utilizá-lo, colocando em risco a vida de outra pessoa”.
Neste sentido – sublinha –, o raciocínio do Papa “não pode ser definido como uma mudança revolucionária”
De fato, recorda o porta-voz, “vários teólogos moralistas e autorizadas personalidades eclesiásticas afirmaram e afirmam posições análogas”.
 O padre Lombardi não cita nomes, mas entre eles destaca-se o cardeal Georges Cottier, que foi teólogo da Casa Pontifícia de João Paulo II e do próprio Bento XVI, que em uma entrevista concedida em 2005 afirmou que “em situações particulares, e penso em meios onde circula a droga, ou há uma grande promiscuidade humana e muita miséria, como ocorre em algumas zonas da África e Ásia, nesses casos, o uso do preservativo pode ser considerado como legítimo”.
Sobre este tema, o cardeal Javier Lozano Barragán, presidente emérito do Conselho Pontifício para a Pastoral no Campo da Saúde, anunciou em novembro de 2006 a entrega de um estudo à Congregação para a Doutrina da Fé, em resposta ao interesse do Papa.
Fonte: zenit.org

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