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quarta-feira, 25 de julho de 2018

São Tiago Maior 25/07


Tiago Maior nasceu doze anos antes de Cristo na Galiléia e era filho de Zebedeu e Salomé, segundo as sagradas escrituras. Era, portanto, irmão de João Evangelista. É sempre citado como um dos três primeiros apóstolos, além de figurar entre os prediletos de Jesus, juntamente com Pedro e André. É chamado de "maior" por causa do apóstolo homônimo, Tiago filho de Alfeu, conhecido como "menor".
Nas várias passagens bíblicas, podemos perceber que Jesus possuía apóstolos escolhidos para testemunharem acontecimentos especiais de sua missão. Um era Tiago, o Maior, que constatamos ao Seu lado na cura da sogra de Pedro, na ressurreição da filha de Jairo, na transfiguração do Senhor e na Sua agonia no Horto das Oliveiras.
Consta que, depois da ressurreição de Cristo, Tiago rumou para a Espanha, percorrendo-a de norte a sul, fazendo sua evangelização, sendo por isto declarado seu padroeiro. Mais tarde voltou a Jerusalém, onde converteu centenas de pessoas. Por causa de falso testemunho foi preso e acusado de levar o povo a ir contra as ordens do imperador. A pena para esse crime era a morte.
A sentença foi executada durante as festas pascais no ano 42. Assim, Tiago, o Maior, se tornou o primeiro dos apóstolos a derramar seu sangue pela fé em Jesus Cristo.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
Reflexão No século VIII, a Espanha lutava contra a invasão dos bárbaros muçulmanos. Diz a história que pela intercessão de São Tiago os muçulmanos foram derrotados. No local da vitória espanhola o rei Afonso II mandou construir uma igreja e um mosteiro, dedicados a Santiago, com isto a cidade de Iria passou a se chamar Santiago de Compostela, ou seja, do campo da estrela. Desde aquele tempo até hoje, o Santuário de Santiago de Compostela, é um dos mais procurados pelos peregrinos do mundo inteiro, que fazem o trajeto à pé.
Oração Ó Deus, que a vossa Igreja exulte sempre no constante louvor do Apóstolo São Tiago, Maior, para que, sustentada por sua doutrina e intercessão, seja fiel a seus ensinamentos. Por Cristo nosso Senhor. Amém!
                                                                                                                                         Por: A12

domingo, 15 de julho de 2018

Em agosto tem as catequeses do Caminho: Uma reflexão inspirada no 15º Dom. TC


Deveríamos voltar a recuperar o sentido desta expressão (“adeptos do Caminho”), pois ela nos convida a continuar o itinerário percorrendo o caminho cotidiano da existência de uma maneira cristificada; e isto é algo fundamental para o encontro profundo com o outro, com as alegrias e os sofrimentos daqueles que se encontram às margens, com a novidade e a surpresa da senda da vida, com o desafio de prosseguir confiando na Boa Notícia de Jesus, que se manteve sempre em caminho pelas estradas da Palestina, para levantar os feridos, oprimidos e excluídos do sistema social e religioso.
Hoje como ontem, sair, caminhar, deslocar-se, ser itinerante... tem sentido, porque significa ir ao encontro do novo e do diferente. “Sair” é também uma experiência constitutiva da natureza humana porque tem um ar transformador. Cada um, ao longo do caminho, experimenta “novos modos” de habitar a existência, de olhar-se, pensar e relacionar-se. A itinerância permite ir mais além de si mesmo para encontrar outras maneiras de viver, para entrar em outras terras prometidas, para aproximar-se de outras pessoas, povos, culturas, onde encontrar o sentido de vida; sobretudo, possibilita ir ao encontro d’Aquele que nos transcende e sempre se revelou Peregrino.
A vida humana, neste sentido, é caminho, com um ponto de partida, uma meta, um trajeto e um horizonte. Caminho, palavra familiar e também humilde que evoca a existência de uma origem e um destino e, entre ambos, de uma aventura: a aventura de nosso caminhar, feita de desafios e extravios, e também de encontros e de momentos inesquecíveis que nos confortam ao longo do percurso.
Todos somos “peregrinos” neste “êxodo de nós mesmos para Deus”, no qual nos “adentramos em terra estranha, despojados dos suportes usuais da existência, desprovidos de todo amparo que não seja o da caridade...” (Tellechea Idógoras).
Quem caminha calcula seu trajeto, suas próprias forças, fadigas, planeja suas paradas. Por outra parte, decide correr o risco de sair de sua zona de conforto, para abrir-se à paisagem de novas relações, ao inesperado e inexplorado, a novos encontros e sensações, a confiar e percorrer a própria existência.
O caminho é um processo de mudança pessoal, um lugar pedagógico de cura, de aprendizagens, abertas ao assombro, a um olhar dinamizador, à liberdade de pensamento e de ação. Ele nos move a dilatar o coração e interessar-nos pela situação das demais pessoas, a aproximarmos dos(as) samaritanos(as) que encontramos nas idas e vindas. Porque o caminho é a ocasião, o Kairós, o tempo pedagógico de um movimento que vivifica, deixa pegada e sabor de um outro sentir.
Podemos dizer que na Igreja são imprescindíveis os itinerantes, os peregrinos do Reino de Deus, como o próprio Jesus, que enviou discípulos e discípulas pelos caminhos e povos, sem nenhuma estrutura de apoio a não ser um coração disposto a não querer outra riqueza a não ser o fermento de nova humanidade.
Com os itinerantes Jesus iniciou um movimento a serviço do Reino e Ele mesmo foi um itinerante. Não permaneceu numa casa, não se fechou em um lugar, não fundou uma instituição vinculada a um tipo de templo, sinagoga ou santuário, mas foi percorrendo, com um grupo de discípulos(as)/amigos(as), também itinerantes, os povoados e aldeias da Galiléia, anunciando e tornando presente o Reino. Jesus os tirou de seus lugares estáveis, de suas simples redes da margem do mar, e os fez itinerantes através de outros e amplos caminhos e mares, para assim encontrar-se com os caminhantes, os perdidos e expulsos, e iniciar com eles a grande Marcha da Vida.
Jesus, o Homem dos Caminhos, chama para uma Vida nova. Chama na vida e para a vida e põe as pessoas em movimento, a caminho. A “pegada” que Ele deixa ao passar é sua própria Vida partilhada.
Ele é o inspirador de toda itinerância; com sua peregrinação Ele abre possibilidade de outros caminhos.
Jesus envia seus discípulos com o necessário para caminhar: cajado, sandálias e uma túnica. Não precisam de mais nada para serem testemunhas do essencial. Jesus quer vê-los livres e sem ataduras, sempre disponíveis, sem instalar-se no bem-estar, confiando na força do Evangelho.
“O discípulo-missionário é um des-centrado: o centro é Jesus Cristo que convoca e envia. O discípulo é enviado para as periferias existenciais. A posição do discípulo-missionário não é a de centro, mas de periferias: vive em tensão para as periferias” (Papa Francisco)
É decisivo estar dispostos a abrir espaços em nossa história a novas pessoas e situações, novos encontros, novas experiências... Porque sempre há algo diferente e inesperado que pode nos enriquecer...
A vida está cheia de possibilidades e surpresas; inumeráveis caminhos que podemos percorrer; pessoas instigantes que aparecem em nossas vidas; desafios, encontros, aprendizagens, motivos para celebrar, lições que aprenderemos e nos farão um pouco mais lúcidos, mais humanos e mais simples...

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Pe. Fernando preside Missa em comemoração ao Ano Jubilar e nos ajuda na reflexão do (14º Dom. TC)


Houve um tempo em que nossa Igreja era reconhecida como uma Igreja profética, uma Igreja portadora de vozes proféticas.
Essa Igreja profética parece ter dado lugar hoje a uma Igreja um tanto tímida e insegura diante da realidade sócio-político-econômico-religiosa em que vivemos. Mas essa ausência de profetismo não se faz sentir somente em nossa Igreja. Ela parece ser a marca do nosso tempo, um tempo em que os grandes sonhos e as grandes esperanças de transformação social deram lugar à mera luta pela sobrevivência e à busca individual de bem estar.
Seja como for, os textos bíblicos da liturgia de hoje nos falam da importância do profeta na Igreja e na sociedade.
Quando olhamos nossa vida a partir da vocação profética, nos damos conta de que o lugar em que nos encontramos não é acidental, mas providencial: Deus nos colocou ali para sermos uma presença profética, para reconduzir a Ele pessoas que se afastaram do bem, da verdade e da justiça. Assim como fez com Ezequiel.
Enquanto muitas pessoas hoje abandonam a verdade e se rodeiam de falsos profetas que falam somente o que elas gostam de ouvir, a palavra profética nos coloca diante da verdade, a verdade que não gostamos de ouvir, mas que precisamos ouvir se queremos ser libertos e salvos.
É mesmo de admirar como a nossa geração se melindra e se sente ofendida quando escuta a verdade. É mesmo de admirar como facilmente ‘deletamos’ dos nossos contatos toda pessoa que fala aquilo que não queremos ouvir. É mesmo de admirar como a nossa fé é feita de caprichos e resiste a mudanças e questionamentos. É mesmo de admirar como não falamos a verdade para as pessoas porque não queremos magoá-las e, consequentemente, correr o risco de perder o afeto delas. É mesmo de admirar como nossa palavra não tem credibilidade, porque nós somos os primeiros a não sustentá-la diante de uma crítica ou de uma rejeição ao que dissemos. Enfim, é mesmo de admirar que para nós seja mais importante ter a aprovação das pessoas do que a aprovação de Deus, o Deus da verdade, cuja Palavra é a única fonte de salvação.
Além disso, Paulo entendeu que Deus escolheu não anular as fraquezas humanas do profeta porque Ele sabe que, pior do que as fraquezas e ambiguidades humanas, aquilo que mais faz mal ao profeta é o risco da presunção, o risco da arrogância, da autossuficiência, do achar-se pronto (cf. 2Cor 12,7).
Como Paulo acabou de testemunhar, Deus escolheu revelar a Sua força através da fraqueza do profeta (cf. 2Cor 12,9).   
(por Márcio Neves-Pascom)        

Espiritualidade: "A incansável busca pela intimidade com Deus"


Se há aqui alguém escravo do pecado, prepare-se pela fé para o nobre renascimento de filhos por adoção. Rejeitada a péssima escravidão dos pecados e obtida a felicíssima servidão do Senhor, seja considerado digno de alcançar a herança do reino celeste. Portanto despi, pela confissão, o homem velho que se vai corrompendo ao sabor dos desejos maus, a fim de revestirdes o homem novo, que se renova pelo conhecimento daquele que o criou. Adquiri pela fé a segurança do Espírito Santo de serdes acolhidos nas mansões eternas. Aproximai-vos do místico sinal para que possais ser favoravelmente reconhecidos pelo Soberano. Juntai-vos ao santo e racional rebanho de Cristo. Postos um dia de parte à sua direita, entrareis assim na posse da vida preparada por herança para vós.
            Com a aspereza dos pecados aderentes como pêlos, estão à esquerda aqueles que não se achegam à graça de Deus concedida por Cristo no banho da regeneração. Refiro-me aqui não à regeneração dos corpos, mas ao novo nascimento espiritual da alma. Os corpos são gerados pelos pais visíveis; a alma é gerada de novo pela fé, porque o Espírito sopra onde quer. Então, se te tornares digno, poderás ouvir: Muito bem, servo bom e fiel, quando não se encontrar em ti qualquer impureza de fingimento na consciência.
            Se algum dos que aqui estão espera provocar a graça de Deus, engana-se e desconhece o valor das coisas. Tem, ó homem, alma sincera e livre de disfarce, por causa daquele que perscruta corações e rins.

            O tempo agora é tempo de confissão. Confessa o que cometeste por palavra, ou ação, de noite ou de dia. Confessa no tempo propício e recebe no dia da salvação o tesouro celeste.
            Limpa tua jarra para conter graça mais abundante, pois a remissão dos pecados é dada igualmente a todos, mas, a comunicação do Espírito Santo é concedida a cada um segundo a fé. Se trabalhares pouco, receberás pouco; se fizeres muito, grande será a recompensa. Corre em teu próprio proveito, vê o que te convém. Se tens algo contra outro, perdoa. Tu te aproximas para receber o perdão dos pecados; é necessário perdoar a quem te ofendeu.
(Das Catequeses de São Cirilo, bispo de Jerusalém)