EXPEDIENTE: (PASCOM-SJO)

PAROQUIA SÃO JOSÉ OPERARIO - Edição/Redação/Coordenação: PASCOM-SJO - PÁROCO: Pe. Rodolfo Cavalaro

Instituição Religiosa-Igreja Católica-Paróquia São José Operário Tel.4582-5091- Retiro Jundiaí

domingo, 23 de outubro de 2016

Setor Juventude: “Vocação: Um chamado a servir”.

Graziela-Paróquia Nossa senhora da Piedade
Jovens de toda nossa paróquia estiveram reunidos neste domingo,23
na comunidade Cristo Rei após a celebração para um encontro de formação.

Gentilmente esteve presente entre os jovens ministrando o encontro a Graziela do Grupo de Oração Cristo Vive da Paróquia Nossa Senhora da Piedade de nossa mesma região Pastoral da cidade de Cabreúva.
O tema abordado e partilhado foi “Vocação: Um chamado a servir”.
Caminhar com a juventude é compromisso que deve ser assumido por todos, como inestimável bem para a sociedade e a Igreja. O caminho para as mudanças encontra-se em Jesus Cristo e no seu Evangelho, garantia incontestável da necessária qualificação para se alcançar o desejo das novas gerações. Essas experiências de fé e comunhão precisam fazer a diferença, remodelando mentes, contextos e dinâmicas da sociedade. O fascínio por uma pessoa, Jesus Cristo, é a razão maior, iluminadora de todas as outras, rumo novo à pauta extensa de demandas pela construção de um mundo mais justo e solidário, em que homens e mulheres sejam construtores da paz. Nesse sentido, lembro  São João Paulo II, o instituidor da Jornada Mundial da Juventude, quando diz que “só o que é construído sobre Deus e sobre o amor é durável”. Daí se entende que nossa maior vocação é o amor. A caminhada com os jovens tem força de congregar todos por seu sentido  significativo de cidadania. Sendo Jesus Cristo e seu Evangelho a razão maior, será uma caminhada de grandes desafios para os tempos de hoje como propões o tema do encontro de hoje: “Vocação: Um chamado a servir”. A comunidade Cristo Rei


sábado, 22 de outubro de 2016

Paróquia tem dia de formação Litúrgica


Sérgio-Campo Limpo
Oração Inicial-Diácono Dirceu
No nosso dia a dia, de uma forma ou de outra, estamos sempre envolvidos em equipes. Nesta linha de pensamento a coordenação de Liturgia da Paróquia São José Operário atendendo aos pedidos, organizou um encontro que viesse ao encontro das necessidades de nossas equipes litúrgicas.
Esteve presente nesta tarde de sábado, 22 o nosso irmão Sérgio com formação em Liturgia da cidade de Campo Limpo Paulista. Muitas foram as dúvidas esclarecidas. A liturgia é celebração da história da salvação, que tem como centro e plenitude o mistério pascal de Cristo (cf. SC 5-6).
Coordenador Eduardo agradece o convidado

Primeiramente, a equipe deve ser constituída por pessoas que de fato amam e vivem a liturgia. Exige carisma e dom. Exige ainda conhecimento, uma formação básica ou mais aprofundada.
Boa presença de participantes das 4 comunidades
Para uma formação litúrgica eficaz, é preciso levar em conta a metodologia. Quando se trata de formação litúrgica, a metodologia mais indicada é a participativa, sobretudo se está claro que tipo de liturgia se quer reforçar ou alcançar.

É importante ter organização e uma coordenação que busque alcançar os objetivos do trabalho da equipe e garanta a participação de todos. Convém haver acompanhamento por parte de uma liderança.

domingo, 2 de outubro de 2016

Santas Missões Populares

Reunião para todos que participaram do retiro das Santas Missões Populares 
dia 14 de outubro/16
Horário: 20h00 na Paróquia São José Operário


Assim expressou o papa Francisco: “Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças”.

Estamos vivendo um momento novo em toda a Igreja. Toda a nossa diocese está despertando, preparando e formando nossas lideranças, por meio das Santas Missões Populares a esta consciência missionária. A vida cristã nasce da missão. A missão está em nós desde que viemos neste mundo. A vida é missão. Missão é chamado divino, é graça divina. Deus está nos chamando desde o ventre materno. Nossa vida é um grande livro aonde Deus, juntamente conosco vai escrevendo a nossa história. Quantas experiências bonitas neste livro de nossa vida; quantas experiências dolorosas, lágrimas perdas, derrotas. Porém, nela está Deus, sempre esteve presente, mesmo que o vimos, e não o sentimos. A vida é missão, Deus nos chama e nos oferece oportunidades. Temos que responder aos chamados que a vida levanta, aos apelos da consciência.

Formação:A Catequese a serviço da Liturgia.



Catequistas da comunidade aproveitam o espaço celebrativo para aplicar de modo mais palpável os sinais litúrgicos. Para uma catequese litúrgica alguns critérios são importantes  serem destacados:

1. A Valorização da Palavra de Deus. Primeiro a Palavra de Deus e depois a ação sacramental – de modo que se constitua um único ato de culto (cf SC 56).  As fórmulas e textos litúrgicos ter inspiração bíblica (cf SC 24).  A catequese litúrgica está intimamente vinculada à catequese bíblica, de modo que a linguagem litúrgica é em grande parte linguagem bíblica da história da salvação e da tradição da Igreja. A Palavra converta a celebração em a ação de culto agradável a Deus, mediante a resposta da fé dos que nela participam (cf Diretório Nacional de Catequese, n. 53.a ),.
        2. Interiorizar a ação litúrgica –a importância da unidade e harmonia entre os gestos, ações rituais. A catequese litúrgica orienta-se à participação litúrgica ativa e frutuosa dos fiéis, tanto em nível pessoal como comunitário (cf SC 14,19, 21ss).
       3. A participação da pessoa na comunidade eclesial: A catequese deve ajudar as pessoas a sentir a necessidade de se integrar na comunidade de fé. Ajudar a esclarecer sobre o sentido e a atuação da assembléia, dos diferentes ministérios e serviços, os diferentes atores dos sacramentos. Esclarecer quanto à funcionalidade dos ritos ou dos textos litúrgicos no conjunto da ação litúrgica(cf Diretório Nacional de Catequese, n. 53e ).
4.A continuidade entre a catequese e a liturgia: a catequese deve prestar atenção sobre a diversidade dos elementos que compõem uma celebração: o tempo litúrgico, os textos bíblicos, as orações, os cantos, gestos e movimentos. A catequese litúrgica parte sempre da celebração para voltar de algum modo à celebração (é o método mistagógico).
5. Vida de oração: “Cabe à catequese ensinar a rezar, com e em Cristo, com os mesmos sentimentos e disposições com as quais ele se dirige ao Pai: adoração, louvor, agradecimentos, confiança, súplica, contemplação (Diretório Nacional de Catequese, n. 53.d ). O Pai Nosso é modelo acabado de oração cristã Mt  cf. Lc 11,1-4 e Mt 6,9-13).
A catequese está intrinsecamente ligada a toda ação litúrgica e sacramental, pois é nos sacramentos, e sobretudo na Eucaristia que Cristo Jesus age em plenitude para a transformação dos homens” (cf CIC 174) . “A Catequese empenhar-se-á em despertar nos fiéis a fé na grandeza incomparável do dom que Cristo ressuscitado concedeu à sua Igreja” (CIC 983)

Fonte:(Diretório Nacional de Catequese, n. 53.d )



Acolhimento: Condição indispensável a serviço da Igreja


BOAS VINDAS!
A comunidade Cristo Rei acolhe com carinho sua mais nova integrante da Equipe de Celebração.
Sônia seja bem vinda sempre!

Vamos caminhar juntos pelos caminhos de Jesus.
Ir mais além do que se pode enxergar
Nesta longa jornada, não estaremos sozinhos
Deus nos acompanhará e com certeza nos abençoará.

Outubro: Mês das Missões

"Somos simples servidores; fizemos o que devíamos fazer" (Lc 17,10) 

Neste primeiro domingo do mês de Outubro (Mês das Missões), a comunidade Cristo Rei abordou o tema: missão além fronteiras com auxílio das crianças da catequese. Nossas comunidades, tem que evitar a tentação egoísta de enxergar só as próprias necessidades. É necessário olharmos para a necessidade do mundo, ouvir seus clamores. (“Eu ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-lo” (Ex.3,7).
Na perspectiva de Deus, o fundamental é ativar o espírito de serviço e disponibilidade, que nunca poderá ser pago. Quem vive no espírito de comunhão nunca achará que está fazendo demais para os outros.
Generosidade, gratuidade, doação: palavras quase desconhecidas do nosso vocabulário e em nosso contexto social. Mas são elas que nos levam em direção aos outros, libertando-nos de nosso pequeno eu. São elas que nos afastam da mesquinhez, da vaidade, do egoísmo, da busca do “próprio amor, querer e interesse”. Por serem mais afetivas, mais espontâneas, ligadas ao coração, elas revelam-se na ação, não em função de um mandato, de uma lei, de um interesse..., mas unicamente de acordo com as exigências do amor, da solidariedade...

São elas que alargam o nosso coração até dilatar-nos às dimensões do universo, rompendo nossos estreitos limites e lançando-nos a compromissos mais profundos. Sentimo-nos livres para qualquer desafio e cada nova entrega é uma libertação maior: são novas oportunidades de serviço, de maior aproximação d’Aquele que veio, não para ser servido, mas para servir e para dar sua vida pelo mundo.

sábado, 17 de setembro de 2016

Santas Missões Populares Paroquial


Realizado neste sábado, o 2º Encontro das Missões Populares em nossa Paróquia.
Vejo nas Santas Missões Populares um grande potencial que vem em apoio ao trabalho da Ação Evangelizadora de nossa Paróquia. O Termo “Popular” nos remete a um trabalho que se realiza na simplicidade que traz o cheiro do povo, ou seja, (do povo para o povo). A Ação Evangelizadora de nossa paróquia tem convicção de que precisamos arrumar a casa, aproximar os irmãos. Recentemente tivemos na comunidade Santa Cruz o Tríduo em Louvor a Exaltação da Santa, oportunidade esta que marcou os 25 anos de fundação da comunidade co-irmã Santa Cruz.

Ainda neste, mês vamos ter também (de 26 à 29/09) a celebração do Tríduo na Comunidade também co-irmã São Gabriel Arcanjo. Em novembro (de 17 à 20/11) terminamos o Ano Litúrgico coroando todo o trabalho com todas as comunidades na Festa de Cristo Rei, na comunidade dos Metalúrgicos. Quando falamos em arrumar a casa nos referimos à incansável missão de aproximar as comunidades da Paróquia. A celebração dos tríduos é a oportunidade que temos enquanto comunidade de lembrar que somos irmãos de caminhada. Ao despertar para essa realidade urgente, vamos dar seqüência plena nos objetivos das Santas Missões Populares. 
Márcio Neves-Pascom

sábado, 10 de setembro de 2016

PROGRAMAÇÃO DO JUBILEU DE PRATA DA COMUNIDADE SANTA CRUZ

COMEÇA HOJE:

RUA ERNESTO PINCINATO, 552 QUINTA DAS VIDEIRAS JUNDIAÍ-SP

DIA 10/09/2016 - 18:30 HORAS - PADRE JOSÉ PAULO DE ALMEIDA - APÓS A MISSA DOCUMENTÁRIO DA CAPELA SANTA CRUZ

DIA 11/09/2016 - 09:30 HORAS - PADRE JOÃO BATISTA DOS SANTOS

DIA 12/09/2016 - 19:30 HORAS - PADRE FERNANDO ALVES DE SOUSA - APÓS A MISSA VENDA DE PASTEL, DOCES E BEBIDAS

DIA 13/09/2016 - 19:30 HORAS - BISPO DOM VICENTE COSTA
APÓS A MISSA VENDA DE PASTEL, DOCES E BEBIDAS

DIA 14/09/2016 - 19:30 HORAS - PADRE ADILSON AMADI
APÓS A MISSA GRANDIOSA CONFRATERNIZAÇÃO

2º Retiro Paroquial Santas Missões Populares-Paróquia São José Operário

2º Retiro Paroquial Santas Missões Populares , dia 17 de setembro início às 07h45 inscrição na secretaria


Caríssimos,
Vivemos hoje na Igreja, dum modo todo especial, a época dos leigos. Cada vez mais, estamos convencidos da necessidade  de uma série, profunda, coordenada e esclarecida ação dos leigos. Ou empregamos em todos os setores do nosso serviço missionário, ou então, não estranhemos um fracasso inevitável. Quando estudamos um passado mais recente, vemos que, talvez, o nosso erro foi não salientar devidamente essa obrigação fundamental do cristão. Contentávamos em torná-los praticantes, como dizíamos. Salientávamos, apenas, a Missa dominical , ou em muitos casos, o simples cumprimento do dever pascal. Pedíamos pouco e ainda colhíamos menos. Nem sempre tínhamos diante dos olhos a tarefa primordial de formar missionários.
Mas o que é ser missionário?
É sentir-se enviado por Cristo para trabalhar na messe do Senhor. É cooperar na salvação eterna do irmão. Finalmente, ser missionário é estar plenamente convencido de que Cristo espera que sejamos suas testemunhas no ambiente em que a Providência Divina nos colocou.. E só somos missionários na medida em que nos sentimos responsáveis pelos outros.
Em meio a tudo isso, eis a "Santas Missões Populares". Eis o ideal e firme propósito de despertar este senso de responsabilidade, desassossegar os tranquilos, inquietar os acomodados.
Isso exige, e não pouco. Aliás, tem razão Santa Teresa de Calcutá recentemente canonizada Santa pelo Papa Francisco no dia 04 de setembro, quando diz: "A Igreja está definhando hoje em dia, não porque peça demais ao homem moderno, mas porque pede excessivamente pouco. A Igreja procurou tornar a fé plausível e aceitável, quando deveria ter apresentado o alto e difícil caminho de Cristo, sem comprometer sua exigência de total sacrifício ao ego".
Portanto, desafie-se. Coloque sua insegurança nas mãos do Senhor e venha participar neste final de semana conosco deste 2º Retiro Paroquial
                                                                                                                                                                                                                                                           Márcio Neves-Pascom


CONSELHO PAROQUIAL DA AÇÃO EVANGELIZADORA


Reunida na manhã deste sábado na Igreja Matriz os membros do Conselho Paroquial para apresentação do Novo Conselho da Ação Evangelizadora paroquial e tratar também de assuntos de grande importância para as nossas pastorais, conforme as novas normas da Diocese.
Após um olhar de síntese sobre alguns pontos das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Diocese de Jundiaí, partimos para uma apreciação dos âmbitos de nosso plano diocesano. O Plano não é apenas um novo plano, ou um plano a mais. Ele é fruto amadurecido de uma longa história diocesana buscando colocar em prática aquilo que até então não temos conseguido tirar do papel. O empenho tem que partir de todos: Padre, Diácono e leigos engajados como propõe nossa realidade.
“Sem vida de comunidade, não há como efetivamente viver a proposta cristã” (DGAE, 55). A fé do discípulo missionário deve ser vivida em comunidade, local onde é vivenciada a experiência de Jesus, em comunhão com os outros discípulos missionários. Grande papel é desempenhado pelas paróquias. Destacam-se os desafios da urbanização e dos ambientes virtuais. Existe também o desafio do diálogo e da educação para se viver a unidade na diversidade.
Em vista disso, reuniões já foram marcadas para as respectivas comunidades durante o mês das missões (outubro) para apresentação das novas diretrizes.
(foto: Pascom SJO)

sábado, 13 de agosto de 2016

Dom Vicente assina decretos sobre o Diaconado Permanente

Diáconos comemoram o seu dia

Neste dia 10 de agosto, dia em que a Igreja celebra a memória de São Lourenço, diácono e mártir, a Catedral Nossa Senhora do Desterro, que vive a Novena preparatória da Festa da Padroeira de Jundiaí e da Diocese, acolheu centenas de fiéis em uma linda celebração Eucarística presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Vicente Costa.
 Dom Vicente assina decretos sobre o Diaconado Permanente
O Bispo Diocesano, Dom Vicente Costa, que presidiu a celebração solene, assinou no final da missa os decretos para o Diaconado Permanente na Diocese de Jundiaí:
1) o que oficializa o novo Estatuto Diocesano para o Diaconado Permanente;
2) o que cria o Fundo Diocesano Diaconal (FAD), para auxiliar diáconos, esposas, viúvas e famílias em necessidade.
Para a elaboração do Estatuto Diocesano colaborou o diácono e jornalista Pedro Fávaro Júnior, da Diocese. Tanto o Estatuto como o FAD foram analisados pelos diáconos, que puderam dar sua contribuição, bem como pelo Conselho de Presbíteros.
Os documentos foram entregues por Dom Vicente ao diácono Vitório Ângelo Durigati (Difu), presidente da Comissão Diocesana dos Diáconos, e ao padre Agnaldo Tavares Ribeiro, padre referencial para o Diaconado Permanente.
Carca de 60 diáconos, alguns acompanhados de suas esposas e demais familiares, festejaram o seu dia.
Após a celebração, todos puderam se confraternizar no Salão Paroquial da Catedral.
 Colaboração: Diácono José Carlos Pascoal

Panamá será sede da próxima JMJ em 2019

Ao término da solene concelebração Eucarística de encerramento da JMJ, em Cracóvia, o Papa Francisco passou à oração mariana do Angelus no “Campus Misericordiae”, anunciando oficialmente que a próxima JMJ será no Panamá.
“A Providência divina sempre nos precede. Ela já decidiu onde será a próxima etapa desta grande peregrinação iniciada, em 1985, por São João Paulo II! Por isso, é com alegria que lhes anuncio que a próxima JMJ, depois das duas a nível diocesano, se realizará no Panamá, em 2019”.

Depois, o Papa disse: “No final desta Celebração, quero unir-me a todos vocês, em ação de graças a Deus, Pai de Misericórdia infinita, porque nos permitiu viver esta JMJ. Agradeço pelo trabalho e a oração para preparar este evento e a todos os que contribuíram para seu bom êxito”.

Dia dos Pais: "Pai de verdade"

Olhando mais uma vez para a figura do pai, hoje pedimos a Jesus que conduza os pais a essa transformação tão necessária: que “o homem psíquico” que habita em cada um deles diminua, para que cresça “o homem espiritual” (1Cor 2,15); que eles desejem ser habitados pelo Espírito Santo e se deixem curar e salvar pela “verdade que liberta” (Jo 8,32); que o pai tenha a coragem de ser uma presença que “divide”, que “separa”. Em que sentido? Segundo uma reportagem de Folha de São Paulo* (27/06/2016), 2 em cada 3 menores infratores não têm pai dentro de casa. O pai pode, com a sua efetiva presença paterna, “separar” o filho do mundo do crime. Além disso, a presença afetiva e firme do pai tem a função de “dividir” o filho homem em relação à mãe e “separá-lo” dela, a fim de que ele desenvolva de maneira saudável a sua identidade masculina.  

Três palavras finais para as famílias, especialmente para o pai; a primeira, da Sagrada Escritura; as duas últimas, do Papa Francisco: 1) “Empenhemo-nos com perseverança no combate que nos é proposto, com os olhos fixos em Jesus... Em vista da alegria que lhe foi proposta, suportou a cruz, não se importando com a infâmia...” (Hb 12,1.2). 2) “Deus coloca o pai na família, para que, com as características preciosas da sua masculinidade, esteja próximo da esposa, para compartilhar tudo, alegrias e dores, dificuldades e esperanças. E esteja próximo dos filhos no seu crescimento: quando brincam e quando se aplicam, quando estão descontraídos e quando se sentem angustiados, quando se exprimem e quando permanecem calados, quando ousam e quando têm medo, quando dão um passo errado e quando voltam a encontrar o caminho; pai presente, sempre” (A Alegria do amor, 177). 3) “Querer formar uma família é ter a coragem de fazer parte do sonho de Deus, a coragem de sonhar com Ele, a coragem de construir com Ele, a coragem de unir-se a Ele nesta história de construir um mundo onde ninguém se sinta só” (A Alegria do amor, 322).

sábado, 6 de agosto de 2016

TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR:"É bom nós estarmos aqui"

Jesus manifestou a seus discípulos este mistério no monte Tabor. Havia andado com eles, falando-lhes a respeito de seu reino e da segunda vinda na glória. Mas talvez não estivessem muito seguros daquilo que lhes anunciara sobre o reino. Para que tivessem firme convicção no íntimo do coração e, mediante as realidades presentes, cressem nas futuras, deu-lhes ver maravilhosamente a divina manifestação do monte Tabor, imagem prefigurada do reino dos céus. Foi como se dissesse: Para que a demora não faça nascer em vós a incredulidade, logo, agora mesmo, eu vos digo, alguns dos que aqui estão não provarão a morte antes de verem o Filho do homem vindo na glória de seu Pai (cf. Mt 16,28). Mostrando o Evangelista ser um só o poder de Cristo com sua vontade, acrescentou: E seis dias depois, tomou Jesus consigo Pedro, Tiago e João e levou-os a um monte alto e afastado. E transfigurou-se diante deles; seu rosto brilhou como o sol, as vestes se fizeram alvas como a neve. E eis que apareceram Moisés e Elias a falar com ele (cf. Mt 17,1-3). 
São estas as maravilhas da presente solenidade, é este o mistério de salvação para nós que agora se cumpriu no monte: ao mesmo tempo, congregam-nos agora a morte e a festa de Cristo. Para penetrarmos junto àqueles escolhidos dentre os discípulos, inspirados por Deus, na profundeza destes inefáveis e sagrados mistérios, escutemos a voz divina que do alto, do cume da montanha, nos chama instantemente.  
Para lá, cumpre nos apresarmos, ouso dizer, como Jesus, que agora nos céus é nosso chefe e precursor, com quem refulgiremos aos olhos espirituais – renovadas de certo modo as feições de nossa alma – conformados à sua imagem; e à semelhança dele, incessantemente transfigurados, feitos consortes da natureza divina e prontos para as alturas.  
Para lá corramos cheios de ardor e de alegria; entremos na nuvem misteriosa, semelhantes a Moisés e Elias ou Tiago e João. Sê tu também como Pedro, arrebatado pela divina visão e aparição, transfigurado por esta linda Transfiguração, erguido do mundo, separado da terra. Deixa a carne,abandona a criatura e converte-te para o Criador a quem Pedro, fora de si, diz: Senhor, é bom para nós estarmos aqui (Mt 17,4). 

Do Sermão no dia da Transfiguração do Senhor, de Anastásio Sinaíta, bispo

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Dia do Padre-04 de Agosto

Ao celebrar a vocação sacerdotal neste final de semana, nós, padres / bispos / pastores, ou seja, ministros de Deus, podemos fazer uma autocrítica a partir das leituras bíblicas que ouvimos. Como ministro de Deus, eu sou um homem de esperança? Eu comungo dos perigos/sofrimentos do meu povo, ou somente dos seus bens, das suas conquistas e das suas alegrias? Uma recente pesquisa revelou que a maior causa de desistência do ministério sacerdotal por parte de alguns padres é a falta de fé. Eu sou um homem de fé? Cuido da minha fé tanto quanto cuido da minha saúde e do meu bem estar? Sustentado pela fé, Abraão aceitou residir “como estrangeiro na terra prometida, morando em tendas” (Hb 11,9). Minha casa é uma ‘tenda’, uma morada simples e provisória, ou, por me achar rei, fiz ou pretendo fazer dela meu palácio particular? “Onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Lc 12,34). Aquilo que dá sentido à minha vida e me realiza verdadeiramente como pessoa é servir a Deus atendendo pessoas, visitando doentes, ministrando sacramentos ou desfrutando dos benefícios que a ‘vida de padre’ me oferece? Jesus deixou claro que o administrador fiel e prudente é aquele que dá “comida a todos na hora certa” (Lc 12,42). Eu estou servindo o povo que me foi confiado ou estou servindo-me dele para sustentar um estilo de vida do tipo “bon vivant” (expressão francesa que significa “boa vida” ou que qualifica determinado indivíduo como “amante dos prazeres da vida”)? “A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!” (Lc 12,48). Aquilo que se exige de mim, como de qualquer ministro de Deus, é a decência, decência não só quanto ao comportamento moral, mas também na maneira como eu administro o dízimo e as ofertas da ‘minha’ igreja... Rezemos uns pelos outros. Nós, ministros de Deus, estamos precisando mais do que nunca de conversão.
Padre Paulo Mazzi-(Diocese de Jabotical-SP)