EXPEDIENTE: (PASCOM-SJO)

PAROQUIA SÃO JOSÉ OPERARIO - Edição/Redação/Coordenação: PASCOM-SJO - PÁROCO: Pe. Rodolfo Cavalaro

Instituição Religiosa-Igreja Católica-Paróquia São José Operário Tel.4582-5091- Retiro Jundiaí

domingo, 23 de maio de 2021

Memória da “Bem-aventurada Virgem, Mãe da Igreja”

Calendário Romano

Com um Decreto publicado este sábado, 03 de março de 2018 pela Congregação do Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos, o Papa Francisco determinou a inscrição da Memória da “Bem-aventurada Virgem, Mãe da Igreja” no Calendário Romano Geral. Esta memória é celebrada todos os anos na Segunda-feira depois de Pentecostes.
O motivo da celebração está brevemente descrito no Decreto "Ecclesia Mater": favorecer o crescimento do sentido materno da Igreja nos Pastores, nos religiosos e nos fiéis, como, também, da genuína piedade mariana.
#sempreemcomunhao #santamissa #sjojundiai #jundiai #eucaristia #igrejacatolica #biblia #jesus #deusexite #pascom #missa #catolico

Solenidade de Pentecostes - Paroquia São Jose Operário


Reina Senhor neste lugar!

O Espírito Santo deseja “falar” em nós e por meio de nós.
Espírito de Deus, és bem-vindo aqui! Espírito de Deus, és bem-vindo aqui! Eu sou o pó, eu sou o barro em Tuas mãos e Tu és o Sopro... Eu quero o bem, mas faço o mal. Eu sou tão fraco, mas Tu és a graça!... Imensidão, Amor, vim Te encontrar. Espírito, vem! Batiza-me com fogo de novo! Faça arder Teu fogo, de novo, como na primeira vez!” (Gil Monteiro, Com fogo, de novo).
Envia o Espírito Santo sobre tua Igreja, sobre a face da terra e, principalmente, sobre todo ser humano ferido, injustiçado, cuja esperança do céu foi sufocada por inúmeros sofrimentos. Torna-nos “evangelhos vivos” e sustenta-nos em nossa missão de sermos um sinal do céu na terra. Amém!

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Mensagem para o 55º Dia Mundial das Comunicações Sociais

Na comunicação, nada jamais pode substituir completamente o ver com os próprios olhos.
É o que afirma o Papa Francisco na mensagem para o 55o Dia Mundial das Comunicações Sociais, divulgado hoje.
A boa nova do Evangelho difundiu-se pelo mundo graças a encontros de pessoa a pessoa, de coração a coração, escreve ainda o Papa.
Para Francisco, “aquele grande comunicador que se chamava Paulo de Tarso ter-se-ia certamente servido do e-mail e das mensagens eletrônicas; mas foram a sua fé, a sua esperança e a sua caridade que impressionaram os seus contemporâneos”.
Isso significa que o Evangelho acontece novamente hoje, sempre que recebemos o testemunho claro de pessoas cujas vidas foram mudadas pelo seu encontro com Jesus.
“Há mais de dois mil anos que uma corrente de encontros comunica o fascínio da aventura cristã. O desafio que nos espera é o de comunicar, encontrando as pessoas onde estão e como são.”

A mensagem do Papa se conclui com uma oração:

Senhor, ensinai-nos a sair de nós mesmos,
e partir à procura da verdade.
Ensinai-nos a ir e ver,
ensinai-nos a ouvir,
a não cultivar preconceitos,
a não tirar conclusões precipitadas.
Ensinai-nos a ir aonde não vai ninguém,
a reservar tempo para compreender,
a prestar atenção ao essencial,
a não nos distrairmos com o supérfluo,
a distinguir entre a aparência enganadora e a verdade.
Concedei-nos a graça de reconhecer as vossas moradas no mundo
e a honestidade de contar o que vimos.

domingo, 2 de maio de 2021

Bastidores da Comunicação: Vem aí o 55º Dia Mundial das Comunicações Sociais.


Neste mês de maio, vamos viver o mês mariano e celebrar o 55º Dia Mundial das Comunicações Sociais. Será um mês de muito trabalho, mas também de muita evangelização através dos meios de comunicação.
No click abaixo, certamente não estão aí representada toda equipe da Pascom-SJO mas, certamente uma fiel demonstração de como aos poucos, este serviço na Igreja vem ganhando corpo, ganhando uma "cara" através de novos agentes que vem chegando para compor a Equipe. Gente que "agarram a missão" com firme propósito de vencer e ainda estamos em formação em outras áreas da Pascom.
A equipe de transmissão comandada por Gustavo Calandrin e Henrique Gasparini é um braço estratégico da Pascom que encontrou neste momento difícil de pandemia apoio de novos investimentos na qualidade de transmissões de eventos a serviço da Evangelização.
Bem vindos!!!

Oração do Papa Francisco por ocasião do Ano de São José

Padre Daniel Rosa (Pároco Paróquia São José Operário-Jundiaí)

 

Solenidade São José Operário: "Os títulos atribuídos a São José"


Padroeiro da Igreja Católica


Por meio do decreto Quemadmodum Deus, da Sagrada Congregação dos Ritos, o Papa Pio IX, “consternado pela recentíssima e funesta situação das coisas, para confiar a si mesmo e os fiéis ao potentíssimo patrocínio do Santo Patriarca José (…) solenemente declarou-o Patrono da Igreja Católica”, como consta no documento datado de 8 de dezembro de 1870.

Padroeiro dos Operários

Em 1º de maio de 1955, o Papa Pio XII instituiu a festa de São José Operário e apresentou o Santo como Padroeiro dos Operários. “Trabalhadores e trabalhadoras, agrada-vos o nosso dom? Temos certeza de que sim, porque o humilde artesão de Nazaré não só personifica junto a Deus e à Santa Igreja a dignidade do trabalhador, mas é também sempre providente guardião vosso e de vossas famílias”, declarou o Pontífice na Praça São Pedro.

Guardião do Redentor

Em 15 de agosto de 1989, por meio da exortação apostólica Redemptoris custos, São José foi declarado por São João Paulo II como Guardião do Redentor: “Desejo apresentar à vossa consideração, amados irmãos e irmãs, algumas reflexões sobre aquele a quem Deus ‘confiou a guarda dos seus tesouros mais preciosos’. É para mim uma alegria cumprir este dever pastoral, no intuito de que cresça em todos a devoção ao Patrono da Igreja universal e o amor ao Redentor, que ele serviu de maneira exemplar”.

Padroeiro da Boa Morte

Essa é uma invocação a São José, consagrada pela devoção popular e também mencionada no Catecismo da Igreja Católica: “A Igreja nos encoraja à preparação da hora de nossa morte (‘Livrai-nos, Senhor, de uma morte súbita e imprevista’: antiga ladainha de todos os santos), a pedir à Mãe de Deus que interceda por nós ‘na hora da nossa morte’ (oração da ‘Ave-Maria’) e a entregar-nos a São José, Padroeiro da Boa Morte” (CIC, 1014).
Fonte: Pesquisa https://osaopaulo.org.br/

Festa de São José Operário: Carta apostólica Patris corde (Com coração de pai)

Papa Francisco menciona títulos atribuídos a São José ao longo da história (leia mais abaixo), ressalta que o Santo amou Jesus “com coração de pai” e apresenta sete características paternais de São José. Estas virtudes foram apresentadas durante a Novena de São José Operário entre os dias 22 à 01 de maio.

PAI AMADO

O Papa faz menção a uma homilia de São Paulo VI, do ano de 1966, na qual se destaca que a paternidade de São José se exprimiu “em ter feito da sua vida um serviço, um sacrifício, ao mistério da encarnação e à conjunta missão redentora; em ter usado da autoridade legal que detinha sobre a Sagrada Família para lhe fazer dom total de si mesmo, da sua vida, do seu trabalho; em ter convertido a sua vocação humana ao amor doméstico na oblação sobre-humana de si mesmo, do seu coração e de todas as capacidades no amor colocado a serviço do Messias nascido na sua casa”.

PAI NA TERNURA

O Pontífice recorda os gestos de ternura de São José com o Menino Jesus, como o de lhe ensinar a andar, de lhe dar o alimento, e lembra que “a vontade de Deus, a sua história e o seu projeto passam também por meio da angústia de José. Assim, ensina-nos que ter fé em Deus inclui também acreditar que Ele pode intervir, inclusive por meio dos nossos medos, das nossas fragilidades, da nossa fraqueza”.

PAI NA OBEDIÊNCIA

O Santo Padre mostra como São José foi obediente a Deus ao aceitar a gravidez de Maria, fugir com ela e o Menino para o Egito, regressar a Israel e se retirar para Nazaré no momento oportuno. O Pontífice lembra, ainda, que, com São José, Cristo “aprendeu a fazer a vontade do Pai”.

Francisco recorda um trecho da exortação apostólica Redemptoris custos, de São João Paulo II, na qual se aponta que “José foi chamado por Deus para servir diretamente a Pessoa e a missão de Jesus, mediante o exercício da sua paternidade: desse modo, precisamente, ele coopera no grande mistério da Redenção, quando chega a plenitude dos tempos, e é verdadeiramente ministro da salvação”.

PAI NO ACOLHIMENTO

O Papa retoma uma de suas homilias do ano de 2017, na qual afirma que “José acolhe Maria sem colocar condições prévias. Confia nas palavras do anjo. A nobreza do seu coração fá-lo subordinar à caridade aquilo que aprendera com a lei; (…) apresenta-se como figura de homem respeitoso, delicado que, mesmo não dispondo de todas as informações, se decide pela honra, dignidade e vida de Maria”.

Ainda de acordo com o Pontífice, “o acolhimento de José convida-nos a receber os outros, sem exclusões, tal como são, reservando uma predileção especial pelos mais frágeis”.

PAI COM CORAGEM CRIATIVA

Francisco enaltece o Carpinteiro de Nazaré como aquele que, com coragem criativa, soube transformar problemas em oportunidades, “antepondo sempre a sua confiança na Providência”, de modo que “Deus confia neste homem, e o mesmo faz Maria, que encontra em José aquele que não só lhe quer salvar a vida, mas sempre a sustentará, ela e o Menino. Nesse sentido, São José não pode deixar de ser o Guardião da Igreja, porque a Igreja é o prolongamento do Corpo de Cristo na história, e, ao mesmo tempo, na maternidade da Igreja, espelha-se a maternidade de Maria”, escreve o Papa, destacando que todos devem aprender com São José a amar o Menino, sua Mãe, os sacramentos, a caridade, a Igreja e os pobres.

PAI TRABALHADOR

O Santo Padre recorda que José, um carpinteiro, é sempre lembrado por sua relação com o trabalho. “Com ele, Jesus aprendeu o valor, a dignidade e a alegria do que significa comer o pão, fruto do próprio trabalho”, indicando, assim, “que o próprio Deus feito homem não desdenhou o trabalho”.

PAI NA SOMBRA

A figura de José é para Jesus a sombra, na terra, do Pai celeste, modelo a ser seguido pelos pais na educação dos próprios filhos:

“Ser pai significa introduzir o filho na experiência da vida, na realidade. Não segurá-lo, nem prendê-lo, nem subjugá-lo, mas torná-lo capaz de opções, de liberdade, de partir. Talvez seja por isso que a Tradição, referindo-se a José, ao lado do apelido de pai colocou também o de ‘castíssimo’. Não se trata de uma indicação meramente afetiva, mas é a síntese de uma atitude que exprime o contrário da posse. A castidade é a liberdade da posse em todos os campos da vida. Um amor só é verdadeiramente tal, quando é casto. O amor que quer possuir acaba sempre por se tornar perigoso: prende, sufoca, torna infeliz. O próprio Deus amou o homem com amor casto, deixando-o livre inclusive para errar e se opor a Ele. A lógica do amor é sempre uma lógica de liberdade, e José soube amar de maneira extraordinariamente livre. Nunca se colocou a si mesmo no centro; soube descentralizar-se, colocar Maria e Jesus no centro da sua vida”, escreve o Papa.
Fonte: Ref. consulta: Carta apostólica Patris Corde

sábado, 1 de maio de 2021

Revista – O Verbo 553- Diocese de Jundiaí-SP


Com alegria segue mais uma edição da nossa revista diocesana O Verbo. Não deixem de acompanhar tudo aquilo que acontece em nossa Diocese de Jundiaí.
https://dj.org.br/revista-o-verbo-553-2/

sexta-feira, 30 de abril de 2021

Padre Daniel Rosa comemora seu aniversário natalício e recebe homenagem e presente da comunidade.

Nossa comunidade se alegra nesse dia tão especial em que Padre Daniel completa mais um ano de vida. Muitas foram as manifestações e felicitações de amigos, pastorais e movimentos de nossa paróquia através de nossas redes sociais.
Pedimos a intercessão de São José para o feliz cumprimento da sua missão e estamos felizes em poder contar com nosso Pastor. Que possa nos ensinar, perdoar, consolar e abençoar. Que a sua vida seja sempre coroada com muitas graças de Deus.
"Não fostes vós que me escolhestes, pelo contrário, fui eu que vos escolhi”. O trecho retirado do Evangelho de João permite compreender a essência da vocação. Chamados por Deus, aqueles que se dispõe a ouvir a voz que vem do alto, doam sua vida e se colocam a serviço."
Felicidades!

#igrejacatolica #saojose #catolicos #liturgia #santos #santidade

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Nova Coordenação Regional dos Coroinhas, Acólitos e Cerimoniários (Regional Pastoral V)

Para colaborar com essa melhor preparação de tantas crianças e jovens, sejam coroinhas ou acólitos pequenos acólitos e cerimoniários, informamos que foram designados os representantes que irão coordenar região pastoral V. Estão à frente a Jovem Jeniffer da paróquia Nossa Senhora Aparecida do bairro Novo Horizonte, juntamente com o jovem Rodrigo Duarte de nossa Paróquia São José Operário, ambos representarão os acólitos e acólitas, pequenos acólitos e cerimoniários de nosso regional que irão coordenar a formação destes, juntamente com o apoio do Padre Daniel e demais padres do regional com as respectivas equipes de apoio.

Nesse sentido, mais que saber as funções que foi designado a executar, deve saber o que está celebrando. Consequentemente, o ideal é que exerça o ministério celebrando a liturgia.

Na dinâmica celebrativa sempre houve um espaço reservado aos coroinhas e acólitos (nome popular dado ao coroinha que já passou da adolescência): crianças e adolescentes que, a partir de uma disponibilidade muito particular, propõem-se a ajudar nas missas e celebrações nas Igrejas e comunidades.
“Em síntese, espera-se que um bom coroinha e um bom acólito e todo bom cristão queiram crescer em idade, sabedoria e graça, no seguimento de Jesus Cristo, o ministro por excelência do Pai.”
Aos novos coordenadores nossa oração e uma palavra de incentivo e encorajamento. Temos esperança na perseverança de vocês. Não deixem nunca de rezar porque a comunidade estará sempre rezando pelo êxito da missão no despertar de novas vocações por meio das bênçãos do Altar.

segunda-feira, 26 de abril de 2021

“A Primeira Missa no Brasil“: (celebrada em 26 de abril de 1500)

Em pleno domingo da oitava de Páscoa .
A primeira Missa no Brasil foi celebrada em 26 de abril de 1500, data que, naquele ano, era o domingo da oitava de Páscoa.
O sacerdote que a presidiu foi o frei Henrique de Coimbra, acompanhado pelos seus irmãos franciscanos de um grupo de oito missionários, além de alguns sacerdotes seculares – entre eles, um vigário destinado à Índia.
Haviam sido 47 dias de viagem pelo Atlântico até que todos os preparativos para a primeira Santa Missa no Brasil fossem terminados.
Primeira Missa no Brasil :
A Eucaristia foi celebrada em Santa Cruz Cabrália, litoral sul da Bahia, sobre o ilhéu da Coroa Vermelha, que hoje não existe mais: devido ao movimento das marés, a ilhota que serviu de base para o nosso primeiro Altar Eucarístico acabou se unindo à terra e formando uma praia ampla, de areias brancas.
O altar, “mui bem corregido”, foi erguido sob a proteção de um dossel. Na praia do continente, em frente à ilhazinha ali bem próxima, cerca de duzentos índios acompanhavam atentamente a cerimônia. Segundo Pero Vaz de Caminha, a missa “foi ouvida por todos com muito prazer e devoção”.
Terminada a celebração, o sacerdote subiu a uma cadeira e fez “uma solene e proveitosa pregação” à assembleia sentada na praia. O sermão, ainda de acordo com o relato de Caminha, “tratou da nossa vinda e do achamento desta terra, conformando-se com o sinal da Cruz, sob cuja obediência viemos, o que foi muito a propósito e fez muita devoção”.
A representação mais famosa da celebração é o quadro “A Primeira Missa no Brasil“, elaborado em 1861 pelo pintor catarinense Victor Meirelles de Lima (1832-1903). A obra, a primeira de um artista brasileiro a ser aceita com louvores no badalado Salão de Paris, mostra, porém, a cerimônia acontecendo na própria praia onde estava a assembleia.

Colaboração: Dom Joaquim Wladimir Lopes

domingo, 25 de abril de 2021

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 58º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

[25 de abril de 2021 - IV Domingo da Páscoa]
«São José: o sonho da vocação»

http://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/vocations/documents/papa-francesco_20210319_58-messaggio-giornata-mondiale-vocazioni.html 

Cristo, o Bom Pastor

Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas, isto é, eu as amo, e minhas ovelhas me conhecem (Jo 10,14). É como se quisesse dizer francamente: elas correspondem ao amor daquele que as ama. Quem não ama a verdade, é porque ainda não conhece perfeitamente.

Depois de terdes ouvido, irmãos caríssimos, qual é o perigo que corremos, considerai também, por estas palavras do Senhor, o perigo que vós também correis. Vede se sois suas ovelhas, vede se o conheceis, vede se conheceis a luz da verdade. Se o conheceis, quero dizer, não só pela fé, mas também pelo amor, se o conheceis não só pelo que credes, mas também pelas obras. O mesmo evangelista João, de quem são estas palavras, afirma ainda: Quem diz: “Eu conheço Deus”, mas não guarda os seus mandamentos, é mentiroso (1Jo 2,4).

Por isso, nesta passagem do evangelho, o Senhor acrescenta imediatamente: Assim como o Pai me conhece, eu também conheço o Pai e dou minha vida por minhas ovelhas (Jo 10,15). Como se dissesse explicitamente: a prova de que eu conheço o Pai e sou por ele conhecido, é que dou minha vida por minhas ovelhas; por outras palavras, este amor que me leva a morrer por minhas ovelhas, mostra o quanto eu amo o Pai.

Continuando a falar de suas ovelhas, diz ainda: Minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna (Jo 10,27-28). É a respeito delas que fala um pouco acima: Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem (Jo 10,9). Entrará, efetivamente, abrindo-se à fé; sairá passando da fé à visão e à contemplação, e encontrará pastagem no banquete eterno.

Suas ovelhas encontram pastagem, pois todo aquele que o segue na simplicidade de coração é nutrido por pastagens sempre verdes. Quais são afinal as pastagens dessas ovelhas, senão as profundas alegrias de um paraíso sempre verdejante? Sim, o alimento dos eleitos é o rosto de Deus, sempre presente. Ao contemplá-lo sem cessar, a alma sacia-se eternamente com o alimento da vida.

Procuremos, portanto, irmãos caríssimos, alcançar essas pastagens, onde nos alegraremos na companhia dos cidadãos do céu. Que a própria alegria dos bem-aventurados nos estimule. Corações ao alto, meus irmãos! Que a nossa fé se afervore nas verdades em que acreditamos; inflame-se o nosso desejo pelas coisas do céu. Amar assim já é pôr-se a caminho.

Nenhuma contrariedade nos afaste da alegria desta solenidade interior. Se alguém, com efeito, pretende chegar a um determinado lugar, não há obstáculo algum no caminho que o faça desistir de chegar aonde deseja.

Nenhuma prosperidade sedutora nos iluda. Insensato seria o viajante que, contemplando a beleza da paisagem, se esquece de continuar sua viagem até o fim.
fonte :Homilias sobre os Evangelhos, de São Gregório Magno, papa (Séc VI)

Na esteira do Bom Pastor: "As minhas ovelhas escutam minha voz"

Em nosso contexto há muitas vozes e de todo o tipo. São tantas que corremos o risco de ficar confusos. Algumas delas podem apresentar-se especialmente atrativas porque parecem encaixar perfeitamente com o que são as necessidades do ego. Há vozes que prometem, vozes que compensam, vozes que entretém, vozes que distraem, vozes que seduzem, vozes que inflam, vozes que assustam, vozes que ameaçam, vozes que nos dão a razão, vozes que nos rejeitam... Tantas vozes... e não é estranho que, em algum momento, as sigamos. No entanto, se não são a genuína voz da Vida, não nos alimentarão; seu encanto se revelará passageiro e, com frequência, frustrante.

O necessário e decisivo é “escutar a voz do Pastor” em toda sua limpidez e originalidade. Ele é a voz da Vida. Não confundi-la e nem nos deixar distrair ou enganar por outras vozes estranhas, que, mesmo escutadas no interior da Igreja, não comunicam sua Boa notícia.

Todos nós “conhecemos a voz” da Vida. Por isso, cada vez que vemos, ouvimos ou lemos algo carregado de vida, produz-se uma ressonância em nosso interior. É uma voz que “ressoa” em nós, embora tenha estado apagada durante muito tempo.

Jesus fala a partir da Vida, ou melhor ainda, como a Vida. Só pode falar a partir da Vida quem se reconhece nela, que descobriu que a Vida é sua verdadeira identidade. Compreende-se, assim, que quem disse “eu sou o bom pastor”, disse também “Eu sou a vida”. Nesse sentido, a vivência pascal está focada na missão de favorecer a vida. “Dar vida” não é algo que o ego possa fazer. A Vida dá-se a si mesma; ela é expansiva, aberta... Necessitamos unicamente reconhecer-nos nela, de um modo cada vez mais consciente e, portanto, destravada, para que flua e se expresse através de nós, em gestos concretos.