Caríssimos irmãos e irmãs!
Bendito seja Deus que em sua grande misericórdia nos
permite viver este tempo. Digo a todos que para nosso bem, pelo bem da Igreja,
eis o tempo propício, eis o tempo da Quaresma.

Esse tempo quer nos ajudar a enxergar que o
degrau mais
baixo desta deterioração moral é a soberba. O homem veste-se como se fosse um
rei, simula a posição dum deus, vive hoje numa burguesia desenfreada e em
muitos casos dentro da própria Igreja, esquecendo-se que é um simples mortal.
Para o homem corrompido pelo amor das riquezas, nada mais existe além do
próprio eu e, por isso, as pessoas que o rodeiam não caiem sob a alçada do seu
olhar. Assim o fruto do apego ao dinheiro é uma espécie de cegueira: o rico não
vê o pobre esfomeado, chagado e prostrado na sua humilhação.
Olhando para esta figura, compreende-se por que motivo o
Evangelho é tão claro ao condenar o amor ao dinheiro: «Ninguém pode servir a
dois senhores: ou não gostará de um deles e estimará o outro, ou se dedicará a
um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro» (Mt 6, 24).

Rezemos uns pelos outros para que, participando na
vitória de Cristo, saibamos abrir as nossas portas ao frágil e ao pobre. Então
poderemos viver e testemunhar em plenitude a alegria da Páscoa.
E nesse momento oportuno, de tempos em
tempos, a questão
ecológica emerge, mostrando a necessidade de nunca perdermos de vista o cuidado
para com a criação. É nesse horizonte que o tema da Campanha da Fraternidade
desse ano é “Biomas brasileiros e defesa da vida”, com o lema bíblico: “Cuidar
e guardar a criação”.
Pastoral da Comunicação-Márcio Neves