(dos Sermões de São Gregório de Nazianzo, Bispo)
Vamos participar da festa da Páscoa, por enquanto ainda em figuras, embora mais claramente do que na antiga lei (a Páscoa legal era, por assim dizer, uma figura muito velada da própria figura). Mas, em breve, participaremos de modo mais perfeito e mais puro, quando o Verbo vier beber conosco o vinho novo no reino de seu Pai, revelando definitivamente o que até agora só em parte nos mostrou. A nossa Páscoa é sempre nova.
Vamos participar da festa da Páscoa, por enquanto ainda em figuras, embora mais claramente do que na antiga lei (a Páscoa legal era, por assim dizer, uma figura muito velada da própria figura). Mas, em breve, participaremos de modo mais perfeito e mais puro, quando o Verbo vier beber conosco o vinho novo no reino de seu Pai, revelando definitivamente o que até agora só em parte nos mostrou. A nossa Páscoa é sempre nova.
Qual é essa
bebida e esse conhecimento? A nós compete dizê-lo; e ao Verbo compete ensinar e
comunicar essa doutrina a seus discípulos. Porque a doutrina daquele que
alimenta é também alimento.
Quanto a nós,
participemos também dessa festa ritual, não segundo a letra mas segundo o
Evangelho; de modo perfeito, não imperfeito; para a eternidade, não
temporariamente. Seja a nossa capital, não a Jerusalém terrestre, mas a cidade
celeste; não a que é agora arrasada pelos exércitos, mas a que é exaltada pelo
louvor e aclamação dos anjos.
Sacrifiquemos
não novilhos ou carneiros com chifres e cascos, vítimas sem vida e sem
inteligência; pelo contrário, ofereçamos a Deus um sacrifício de louvor sobre o
altar celeste, em união com os coros angélicos. Atravessemos o primeiro véu,
aproximemo-nos do segundo e fixemos o olhar no Santo dos Santos.
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