EXPEDIENTE: (PASCOM-SJO)

PAROQUIA SÃO JOSÉ OPERARIO - Edição/Redação/Coordenação: PASCOM-SJO - PÁROCO: Pe. Rodolfo Cavalaro

Instituição Religiosa-Igreja Católica-Paróquia São José Operário Tel.4582-5091- Retiro Jundiaí

sexta-feira, 16 de junho de 2023

Feijoada da Comunidade Santa Cruz - Paróquia São José Operário

 

Domingo dia 25/06/2023 às 11h30, acontecerá a 20° Feijoada da Comunidade Santa Cruz.

Convites à venda após as celebrações.


Convite: R$ 50,00, crianças até 10 anos não pagam.

OBS: Bebidas e sobremesas vendidas à parte.


COMPAREÇA E TRAGA SUA FAMÍLIA! 


📍Rua Ernesto Pincinato, 552, Quinta das Videiras, Jundiaí -SP

domingo, 11 de junho de 2023

Um olhar sobre vocação e namoro nos dias de hoje

Estamos no clima da celebração do dia dos namorados. Providencialmente, a Palavra de Deus nos coloca diante de uma crítica importante: “O amor de vocês é como nuvem pela manhã, como orvalho que cedo se desfaz” (Os 6,4). Enquanto os namorados manifestam estar apaixonados e a maioria tem vida sexual ativa, muitos casais manifestam esfriamento, apatia, desencanto, chegando ao ponto de abandonarem a vida sexual. A centralidade do namoro na vida sexual atrapalha o diálogo, o conhecimento mútuo e a capacidade da renúncia, a qual será exigida na vida conjugal, quando diversos fatores interferirem na vida sexual do casal. Só quem se casa percebe, com o tempo, que a relação sexual não é o eixo principal do casamento, mas consequência do diálogo, do companheirismo, do afeto e do compromisso que o casal abraçou de cuidar um do outro até o fim.

“O amor de vocês é como nuvem pela manhã, como orvalho que cedo se desfaz” (Os 6,4). Muitas pessoas que se consagraram a Deus ou que se casaram o fizeram por encanto, mas o encanto passa. Durante a nossa existência, sempre passaremos por momentos de desencanto, seja conosco mesmos, seja com as pessoas, seja com Deus, seja com a vida e a missão que abraçamos. O verdadeiro amor sobrevive ao desencanto, porque ele não é encanto, nem paixão. O verdadeiro amor é compromisso. Como afirmou o Papa Francisco: “Não é possível prometer que teremos os mesmos sentimentos durante a vida inteira; mas podemos ter um projeto comum estável, comprometer-nos a amar-nos e a viver unidos até que a morte nos separe, e viver sempre uma rica intimidade. O amor que nos prometemos supera toda a emoção, sentimento ou estado de ânimo, embora possa incluí-los. É um querer-se bem mais profundo, com uma decisão do coração que envolve toda a existência” (AL,163). Só esse amor é capaz de sustentar a nossa fidelidade à vocação que recebemos.

domingo, 4 de junho de 2023

Solenidade Santíssima Trindade 2023 - Paróquia São José Operário

 A palavra-chave para nos aproximarmos do mistério da Santíssima Trindade é uma só: relacionamento. O Deus único e verdadeiro não Se revelou na Sagrada Escritura na Pessoa do Pai, do Filho e do Espírito Santo para ser entendido, ou seja, para caber dentro da nossa compreensão mental, mas para vivermos dentro de um relacionamento com as três Pessoas da Santíssima Trindade, um relacionamento pautado não no medo, mas unicamente no amor. Eis como o apóstolo Paulo saúda a Igreja que está em Corinto: “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós” (2Cor 13,13). Cada cristão é convidado a estabelecer um relacionamento com a Pessoa do Pai, com a Pessoa do Filho e com a Pessoa do Espírito Santo. Em relação ao Pai, nos deixando amar e cuidar por Ele; em relação ao Filho, seguindo seus passos (Evangelho) e vivendo na intimidade com o Pai e na obediência à sua vontade, como o Filho sempre fez; em relação ao Espírito Santo, aceitando a orientação da sua voz em nossa consciência e nos deixando conduzir por Ele no caminho da vida de cada dia.

XXIX Querigma (Nível1) - Paróquia São José Operário


 FALTA MENOS DE UMA SEMANA!!

Está chegando nosso XXIX Querigma Nível I, e você, já garantiu sua inscrição?
Fiquem ligados, pois as inscrições se encerram dia 07 (quinta-feira)!
Inscrições:

quarta-feira, 31 de maio de 2023

Espaço do Seminarista João Pedro

 "Quão amável ó senhor são suas moradas" (Sl 83[84], 2)

Vivemos o auge do ano litúrgico nestes últimos 50 dias. A Páscoa permeou um período grande de dias, nos quais celebramos uma só realidade: a ressurreição de Cristo. Tão grande foi essa alegria, que não pudemos a conter num só dia ou semana. 

Mas, com a festa de Pentecostes, encerramos esse ciclo. Saímos do Tempo Pascal e retornamos ao Tempo Comum. Que significa essa mudança? Terminada está nossa alegria? Findou-se as maravilhas que o Senhor fez em nós? 

Obviamente, a resposta para as duas últimas perguntas é negativa. A nossa alegria permanece e as maravilhas do Tempo Pascal igualmente. A mudança que nós vemos não é na esperança, fé, amor ou qualquer outra realidade, exceto na forma em que nós celebramos essa realidade. 

A liturgia é uma expressão concreta de realidades que nós não podemos contemplar diretamente com nossos olhos. É uma realidade verdadeiramente elevada, na qual se fazem concretas as realidades celestes. 

Esse movimento de celebrarmos os mistérios da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo durante o Ano Litúrgico, é necessário, para que nossa fragilidade humana recorde-se de tudo que Cristo fez por nós. 

Na Páscoa, o tempo mais forte da liturgia, celebramos os mistérios da nossa redenção. O tempo que voltaremos a celebrar, o Tempo Comum, não é desinteressante ou supérfluo apenas por causa da grande importância da Páscoa, mas é justamente edificado graças a ela. 

Vimos as grandes maravilhas que Deus fez a nós pela Páscoa e agora contemplamos a vida que Nosso Senhor levou até chegar esse momento: seus discursos, atos, curas, milagres, portentos. 

Celebrarmos novamente o Tempo Comum é celebrarmos a vida cotidiana que Cristo levou, como nós levamos hoje. Lembrarmos que Deus se fez homem como nós: aprendeu, rezou, falou, trabalhou, riu, chorou... 

Vivermos o Tempo Comum é termos de lembrar que temos um cotidiano para sustentar sempre na presença de Deus. Santificarmos nossa vida, estudo, trabalho e família e consagrarmos ao Senhor tudo o que temos de mais simples, ou seja: Buscarmos ser como Jesus a cada dia, lembrando que a casa de Deus não é tão somente a Igreja, mas nosso coração e nossos lares. É nessa realidade que devemos ler o versículo do salmo que propus para introduzir essa catequese. 

Deus abençoe a todos!

Seminarista João Pedro

sexta-feira, 26 de maio de 2023

ECC- Inscrições 2023 abertas (Paróquia São José Operário)

Temos um convite especial para você que ainda não fez o Encontro, ou gostaria de indicar para um casal amigo, procure nossa secretaria Paroquial ou faça sua inscrição através do link:
O Encontro será nos dias 25,26 e 27 de Agosto. Convide um casal que você conhece!

 

quarta-feira, 17 de maio de 2023

CANTINHO DO DÍZIMO


Mensagens sobre o Dízimo

O dízimo é a resposta concreta do nosso reconhecimento a Deus, que se estabelece através da nossa fé e da nossa razão. Fé porque fazemos sem nos perguntar. Razão porque possibilita perguntas.

A manifestação de Deus acontece se nós permitirmos. “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, eu entrarei na sua casa e tomaremos a refeição, eu com ele e ele comigo” (Ap. 3,20).

Deus age através do dízimo se ousarmos fazer essa experiência de fé. Em todas as circunstâncias da vida, veremos que o dízimo terá uma relação de criatura/Criador, Filho/Pai, irmãos/Pai. Ao lermos atentamente as mensagens a seguir, fundamentadas na Palavra de Deus, no Documento de Aparecida, veremos que o dízimo tem tudo a ver com:

Dízimo é sinal de fé

Muitas vezes somos como Tomé: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos, se eu não puser a mão no seu lado, não acreditarei” (Jo 20,25). Essa é a atitude do “ver para crer”. Mas Jesus diz: “Felizes os que não viram, e creram” (Jo 20,28). Essa é a atitude do “crer para ver”. A Palavra nos diz que devemos com fé, fazer uma experiência de dízimo e ver se Deus não derrama suas bênçãos (Cf. Ml 3,10).

Dízimo é conversão

“Conversão é a resposta inicial de quem escutou o Senhor com admiração, crê n ‘Ele pela ação do Espírito, decide ser seu amigo e ir após Ele, mudando sua forma de pensar e de viver” (DA 278b).A devolução do dízimo é gesto concreto de conversão e da fé.

Dízimo é obediência

“Trazei ao tesouro do templo o dízimo integral, para que haja recursos na minha casa. Fazei comigo essa experiência — diz o Senhor dos exércitos. Vamos ver se não abro as comportas do céu, se não derramo sobre vós minhas bênçãos de fartura” (Mt 3,10).

A devolução do dízimo é um ato de fé e de obediência.

Dízimo é gratidão

“Jesus perguntou: não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? Não houve quem voltasse para dar gloria a Deus, a não ser esse estrangeiro” (te 17,17-18).

A gratidão a Deus não está separada da nossa fé. Ser grato a Deus através do dízimo é um gesto de bondade e gratuidade que reflete no nosso cotidiano. O dízimo é a materialização da nossa gratidão e fé.

Dízimo é generosidade

São Paulo nos alerta para algo muito importante: “Saibam de uma coisa: quem semeia com mesquinhez, com mesquinhez há de colher; quem semeia com generosidade, com generosidade há de colher”? (II Cor 9,6). Já o Papa Francisco nos ensina: “Tudo o que se compartilha, se multiplica”. Um coração aberto a partilha generosa, é um coração aberto para receber todas as bênçãos de Deus.

“É necessária uma atitude permanente que se manifeste em opções e gestos concretos “(DA 397). Façamos do dízimo uma experiência generosa e concreta.

Dízimo é caridade

“Que cada um dê conforme tiver decidido em seu coração, sem pesar nem constrangimento, pois Deus ama quem dá com alegria” (II Cor 9,7).

O dízimo é reflexo do coração. A razão norteia, mas é o coração que dá o impulso à ação da caridade. Deus, porém, difundiu sua caridade em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rm 5,5).

Dízimo é alegria

“Quando oferecer alguma coisa, esteja de rosto alegre, e consagre o dízimo com boa vontade”. (Eclo 35,8).

Um coração alegre sabe partilhar. A devolução do dízimo é um gesto concreto bíblico de partilha. Devemos sentir alegria porque o Senhor nos dá inúmeras oportunidades todos os dias para nos sentirmos alegres e partilhar.

Dízimo é partilha

O apelo que o João Batista faz ao povo é para que convertam o coração. A conversão se transforma em preocupação com os irmãos e consequentemente a partilha. “Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo!” ( Lc 3,11). O dízimo é o reflexo da conversão e da partilha. De forma miraculosa, Jesus nos mostra que a partilha é a grande solução da multidão: “Então ele pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao céu, pronunciou sobre eles a benção, partiu-os e os deu aos discípulos para que os distribuíssem á multidão. Todos comeram e se saciaram. E ainda foram recolhidos doze cestos dos pedaços que sobraram”. (Lc 9,16-17).

Dízimo é amor

“Amarás o Senhor teu Deus, com todo o teu coração, com toda tua alma e com todo o teu entendimento e amarás o teu próximo como a ti mesmo. Toda a Lei e os Profetas dependem desses dois mandamentos” (Mt 22,37;40).

Devolve-se o dízimo por amor a Deus, aos irmãos e a Igreja. Resumidamente aqui se encontra as três dimensões do dízimo: Religiosa – manutenção do culto; Social – ajuda aos necessitados (Casa Santa Bernadete e Vicentinos) – Missionária – propagação do Evangelho. Quando realizamos a devolução do dízimo no amor, muitos questionamentos desaparecem de nossa mente e aí somamos força junto à comunidade, para o bem do povo de Deus.

Dízimo

Prática sistemática e mensal que cada fiel assume em sua paróquia/comunidade em sinal de gratidão a Deus e de sua fé. Que cada um dê conforme tiver decidido em seu coração, sem pesar, nem constrangimento, pois Deus ama quem dá com alegria” (II Cor 9,7). Todo paroquiano é responsável por sua paróquia/comunidade.

Ofertas

Ato de gratidão e reconhecimento pelo muito que Deus nos faz, vivido nas celebrações litúrgicas.

Paroquiano, que as mensagens sobre o dízimo o leve a uma reflexão profunda, no sentido de perceber a ligação bíblica do dízimo. Seja um dizimista consciente e fiel, tornando-se assim, um paroquiano verdadeiramente comprometido com sua paróquia.

quinta-feira, 4 de maio de 2023

MARÍA ASCENCIÓN ROMERO, MEMBRO DO DICASTERIO PARA EVANGELIZAÇÃO

Maria Ascención- Kiko - Papa Francisco- Pe. Mário
MARÍA ASCENCIÓN ROMERO
O Santo Padre, o Papa Francisco, nomeou hoje, 25 de abril de 2023, os Membros do Dicastério para a Evangelização, Seção para Questões Fundamentais da Evangelização Mundial, com mandato por 5 anos. Entre estes, juntamente com dez cardeais de várias partes do mundo, quatro arcebispos e bispos, uma freira e três outros leigos, a Missionária María Ascensión Romero Antón, membro da Equipa Internacional Responsável pela Caminho Neocatecumenal, foi nomeada.
María Ascensión Romero manifestou a sua gratidão ao Santo Padre pela confiança que depositou nela e em toda a Via Neocatecumenal, com esta nomeação, e garantiu a sua plena colaboração nesta missão. Ela também pede aos irmãos e irmãs do Caminho  Neocatecumenal que a ajudem e a todo o Departamento de Evangelização com suas orações.

terça-feira, 18 de abril de 2023

História: Os primórdios de nossa paróquia São José Operário

Formação de novos Acólitos

Aqui um convite de nossa coordenadora dos Acólitos de nossa paróquia Giovanna Bianchini.
Já está previsto a nova formação para o próximo 20 de maio, os encontros de formação para acólitos e pequenos acólitos com idade a partir de 5 anos para pequenos acólitos e 14 anos para acólitos. Portanto, pais e mães já estão abertas às inscrições através de nossa secretária paroquial e WhatsApp paroquial.

60° Assembleia Geral dos Bispos do Brasil

Nesta quarta-feira, 19 de abril acontece a cerimônia de abertura da 60° Assembleia Geral dos Bispos do Brasil (CNBB) no Centro de Convenções Padre Vítor Coelho de Almeida do Santuário Nacional de Aparecida. Durante a Assembleia Geral haverá a eleição, com voto secreto, para 20 funções/serviços à CNBB, sendo os 4 membros da presidência, 12 presidentes das Comissões Episcopais permanentes, 2 representantes da CNBB no Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), um titular e suplente, e 2 bispos que participarão do processo do Sínodo sobre a Sinodalidade, em Roma.

domingo, 16 de abril de 2023

Pe. Danilo Stradiotto, LC preside Missa em nossa Paróquia

Pe. Danilo Stradiotto, LC
Na oportunidade, Pe. Danilo Stradiotto, LC presente em nossa paróquia neste final de semana a convite de nosso pároco padre Daniel nos alegrou presidindo em nossa comunidade por ocasião da Festa da Divina Misericórdia. Sempre que possível, padre Danilo está sempre nos presenteando com sua presença. Aqui registramos, sempre, nosso agradecimento ao Pe. Danilo por permitir ser um missionário, instrumento de paz,
amor, caridade e fé! Em nossas preces, pedimos para que Deus o
mantenha sempre abastecido de coragem e perseverança para ser sempre, na vida da Igreja, fonte de luz e vida!
 

@padredanilolc

sábado, 15 de abril de 2023

Paróquia são José Operário celebra seu padroeiro em sua 23ªedição festiva

A Paróquia de São José Operário do bairro Retiro em Jundiaí estará em festa a partir do dia 28 de abril de 2023 celebrando seu Padroeiro.
Ao comemorarmos nosso Padroeiro São José Operário, nós celebramos, acima de tudo, o Mistério da Ressurreição de Jesus. Por isso, com grande alegria e coração aberto é que esperamos a todos para festejarmos juntos esse momento de fé, fraternidade, comunhão e vida!
Em nome de nossa Equipe organizadora e de nosso clero paroquial na pessoa de nosso pároco Pe. Daniel, diáconos: Dirceu, Gerson e Difú, esperamos e contamos com a presença de todos os paroquianos, visitantes e trabalhadores, bem como de todo o povo católico de nossa região. Reinteiramos o nosso compromisso de ser uma Paróquia comprometida em fazer tudo o que Jesus nos disser" (cf. Jo 2,5). Confira nossa programação e venham participar conosco! Sua presença nos alegrará!

Paróquia São José Operário promove o 32º Encontro de casais com Cristo (1ª Etapa)

 Com imensa alegria e carinho que a Equipe dos responsáveis pelo ECC de nossa Paróquia estende o convite para que mais Casais venham conhecer e fazer esta experiência de fé.

Faça já sua inscrição pelo link:

https://forms.gle/jDwzr7VKM9FyyK2SA

O que é o ECC?

O Encontro de Casais com Cristo (ECC) é um serviço da Igreja em favor da evangelização das famílias. Procura construir o Reino de Deus aqui e agora, a partir da família, da comunidade paroquial, mostrando pistas para que os casais se reencontrem com eles mesmos, com os filhos, com a comunidade e, principalmente, com Cristo. Para isto, busca compreender o que é ser Igreja hoje e de seu compromisso com a dignidade da pessoa humana e com a justiça social.
 
A evangelização do matrimônio e da família é missão de toda a Igreja, em que todos os fiéis devem cooperar segundo as próprias condições e vocações. Deve partir do conceito exato de matrimônio e de família, à luz da Revelação, segundo o Magistério da Igreja (Orientações pastorais sobre o matrimônio - CNBB Doc. Nº 12 / DN-pág. 13)

Como nasceu?

O ECC nasceu da inquietude de um sacerdote, Pe. Alfonso Pastore, que dedicou sua vida sacerdotal à Pastoral Familiar, à Pastoral da Saúde e à Pastoral Carcerária.

Teve início em 1970, na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, na Vila Pompéia, em São Paulo-SP. Como disse textualmente o seu fundador, começou porque Deus quis, e a presença e atividade do ECC no Brasil são a prova da ação de Deus na humanidade.

O ECC hoje

O ECC atualmente é uma realidade no Brasil inteiro, de norte a sul, de leste a oeste, estando presente e atuando em 223 (Arqui)Dioceses. Está estruturado nos 16 Regionais (divisão geográfica da CNBB).

O ECC contribui de forma efetiva para que as famílias se constituam como Igrejas Domésticas, Formadoras de Pessoas, Educadoras na Fé e Promotoras do Desenvolvimento, tendo seu lugar insubstituível no anúncio e vivência do Evangelho, pois o FUTURO DA HUMANIDADE PASSA PELA FAMÍLIA.

Objetivos pastorais do ECC

O Encontro de Casais com Cristo (ECC) é um SERVIÇO da Igreja para evangelizar a família, primeiro núcleo de enculturação e da evangelização, Igreja Doméstica e santuário da vida, e para despertar os casais para as pastorais paroquiais, devidamente integrados na Pastoral de Conjunto da (Arqui)Diocese.

Desenvolvimento

O ECC foi idealizado pelo Pe. Alfonso Pastore para ser desenvolvido em três etapas distintas, indispensáveis, inter-relacionadas entre si, cada uma com características e finalidades próprias. Uma etapa prepara a outra e deve ser observada a partir de um crescimento de seus integrantes e de sua comunidade.

. 1ª ETAPA

É o momento evangelizador e missionário, é o despertar, é o chamamento aos casais afastados da Igreja. Esta etapa visa, principalmente: despertar os casais para que vivam seu casamento de uma maneira cristã, a partir dos valores humanos e cristãos do casamento, das graças do Sacramento do Matrimônio e da Espiritualidade Conjugal, Familiar e Apostólica; inspirar um maior relacionamento entre os cônjuges e demais membros da família; levar os casais da paróquia a atuar nos seus diversos setores, abrindo-lhes possibilidades de doação e, por meio do Pós-Encontro, dar-lhes motivação para se engajarem; criar a convivência fraterna nas paróquias como o grande apelo, a grande missão do ECC.

. 2ª ETAPA

Esta etapa pretende levar o casal a refletir sobre o verdadeiro sentido da fé batismal, para que ele viva plenamente a mensagem de Jesus Cristo; visa ainda a dar conhecimento aos casais dos Documentos da Igreja e das Diretrizes da Ação Evangelizadora, mostrando, finalmente, o que é ser Igreja no mundo de hoje.

. 3ª ETAPA

Esta etapa vai propor aos casais uma reflexão profunda, séria e adulta do homem que vive numa sociedade cheia de injustiças, de opressão, de miséria, de egoísmo, de dominação e de marginalização; leva os casais a refletirem sobre a dignidade da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, e seu relacionamento com os outros homens, bem como as injustiças sociais que o impedem de ser pessoa e viver como cristão; preparar os filhos para a realidade do dia-a-dia, para o ser e não para o ter.

Espírito do ECC

O ECC é um serviço-escola. Não é um movimento. Não visa prender a si os casais, nem os casais devem querer ficar presos ao ECC. Apresenta-se como um SERVIÇO DA IGREJA ÀS FAMÍLIAS DA PARÓQUIA. É essencialmente paroquial. Esta é a característica fundamental. Pe. Alfonso Pastore chega a dizer que quem lhe retirar essa característica (paroquialidade) arranca-lhe a alma. O ECC é feito de casais para casais. É ainda um serviço que procura apresentar aos casais uma visão da Igreja, por meio de seus Documentos e Encíclicas, e de sua Doutrina Social.

A Espiritualidade é a tônica do ECC e se fundamenta em cinco pontos básicos:

a) DOAÇÃO - essência da vida cristã;
b) POBREZA - atitude evangélica fundamental para se colher o Reino de Deus;
c) SIMPLICIDADE - atitude que se traduz num estilo simples, espontâneo e autêntico no relacionamento com os outros; 
d) ALEGRIA - nasce da certeza da vitória do bem e é experimentada no encontro, na partilha, na doação, na comunhão com o outro;
e) ORAÇÃO - é uma relação pessoal do homem com Deus em Jesus Cristo.

Juntam-se as estes valores a FRATERNIDADE, a GRATUIDADE e a MISSIONARIEDADE.


segunda-feira, 10 de abril de 2023

O mistério Pascal que celebramos

Seminarista João Pedro
 A Semana Santa, o auge do nosso ano litúrgico. Quando fazemos memória de tudo que aconteceu na paixão, morte e ressureição de Jesus. Mas, na verdade, essa realidade é feita em cada missa que participamos, não com a ênfase e a solenidade que nós temos nessa semana. Essa memória que fazemos é conhecida como o "Mistério Pascal" e pode ser resumida na resposta de todas as orações eucarísticas quando o padre entoa "mistério da fé". Nós, com essa mesma fé, dizemos: "Anunciamos Senhor a vossa morte e proclamamos a vossa ressureição, vinde Senhor Jesus". Três partes essenciais do que é a nossa fé. " Anunciamos senhor a vossa morte", a morte de Cristo foi essencial para a nossa salvação. Como lemos: "Não percebeis que é melhor um só morrer pelo povo do que perecer a nação inteira?" (Jo 11,50). Cristo morreu para ganharmos a vida, ele quis morrer por nós, se entregar por um verdadeiro ato de amor. "E se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é vã e a vossa fé é vã também." (1Co 15, 14) Paulo foi bem claro, se Cristo não venceu a morte, não a superou a partir de sua própria morte e inocência, nossa fé não tem sentido. Crer é o essencial da nossa pregação, crer que um homem ressuscitou dando-nos novamente a vida que nunca deveríamos ter perdido. Por fim, "vinde Senhor Jesus", ele nos fez a promessa de que ele voltaria, existirá a segunda vinda dele a terra: a Parusia. É essencial da nossa fé essa realidade, Cristo voltará novamente e será sua vinda definitiva. Apesar de celebrarmos isso na missa, não podemos encerrar nela esse mistério, como nos foi dito: "Então, agora, filhinhos, permanecei nele. Assim poderemos ter plena confiança, quando ele se manifestar, e não seremos vergonhosamente afastados dele, quando da sua vinda" (1Jo 2, 28). O mistério Pascal deve ser vivido no nosso cotidiano, vivermos sabendo que fomos resgatados por amor, com um preço muito alto, com a fé de que Cristo nos deu a vida eterna e com a esperança de que um dia veremos a Deus face a face.