EXPEDIENTE: (PASCOM-SJO)

PAROQUIA SÃO JOSÉ OPERARIO - Edição/Redação/Coordenação: PASCOM-SJO - PÁROCO: Pe. Rodolfo Cavalaro

Instituição Religiosa-Igreja Católica-Paróquia São José Operário Tel.4582-5091- Retiro Jundiaí

sábado, 13 de dezembro de 2014

MAIS PERTO DA SUA VERDADE, MAIS PERTO DA SUA ESSÊNCIA


“Quem é você?... O que você diz de si mesmo?” (Jo 1,19.22).



As mesmas perguntas que os sacerdotes e levitas dirigiram a João Batista hoje são dirigidas a cada um de nós: ‘Quem é você?’ ‘Como você se vê?’ ‘O que você pensa de si mesmo(a)?’ Porém, considerando que nenhuma pessoa nasce pronta, mas vai se fazendo a cada dia, essas perguntas se desdobram em outras: ‘O que você tem se tornado?’ ‘Você se tornou a pessoa que gostaria de ser?’ ‘Você é feliz em ser quem é?’ ‘Você é a mesma pessoa dentro e fora de casa, dentro e fora da Igreja, quando está com os outros e quando está só?’.
Antes de João Batista ser questionado sobre a sua identidade, uma afirmação bíblica foi feita a respeito dele: “um homem enviado por Deus” (Jo 1,6). Esta afirmação diz que a nossa existência não é fruto do acaso. Você e eu existimos porque fomos enviados por Deus. Mas, enviados para quê? “Ele veio... para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele” (Jo 1,7). Cada um de nós é único e está no mundo para ser um sinal único que aponta para a luz, que é Cristo, para que as outras pessoas que convivem conosco possam se encontrar com a Verdade, que é o próprio Cristo, Verdade que liberta o ser humano das mentiras do mundo e do seu próprio autoengano: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8,32).
Se, por acaso, neste momento você se pergunta: ‘Por que estou aqui, nesta casa, neste local de trabalho, nesta escola ou faculdade, nesta cidade etc.?’ lembre-se: é para que as pessoas que convivem com você possam chegar à fé, possam encontrar-se com a verdade de Cristo que liberta da mentira e do autoengano, e faz com que cada ser humano aproxime-se da sua verdadeira essência.
Antes de responder quem ele era, João precisou tomar consciência de quem ele não era: “Eu não sou o Messias” (Jo 1,20). Quantos de nós desconhecemos nossa própria essência, e nos vemos a partir dos olhos dos outros: dos pais, dos amigos, do pregador, da mídia etc.? Quantos têm uma imagem distorcida de si, ou no sentido de engrandecer-se, ou no sentido de diminuir-se? Quantos se definem a partir de um aspecto da vida, sem considerar o todo? Nós começamos a descobrir nossa verdadeira identidade quando começamos a ter coragem de questionar a ideia errada que temos de nós mesmos, ou que os outros sempre tiveram de nós: ‘Eu sou o que eu quero ser ou sou o que os outros querem que eu seja?’ ‘O que determina o rumo da minha vida é o meu passado ou as escolhas que eu faço no meu presente?’ ‘Eu sou doente ou estou doente?’ ‘Eu sou uma pessoa problemática ou estou com problemas, com os quais preciso lidar?’.
“O que você diz de si mesmo(a)?” A nossa cura, a nossa libertação, a nossa paz e a nossa alegria dependem da resposta a esta pergunta tão fundamental, pergunta que nos amedronta e diante da qual fazemos de tudo para não nos colocar... Mas esta pergunta quer apenas nos ajudar a dar passos na direção da nossa verdadeira essência. Talvez você se pergunte: ‘Qual é a minha essência?’ ‘Qual é a minha verdade?’ A resposta está aqui: quanto mais você se sente alegre e em paz com as suas atitudes e com as suas escolhas, mais você está próximo(a) da sua essência, da sua verdade.  
João entendeu qual era a sua essência, a sua verdade: “Eu sou a voz...”. Ser voz é ser canal para que a Palavra possa chegar aos ouvidos e ao coração dos que precisam ouvi-La. Jesus é, por excelência, o Enviado do Pai, o Ungido do Senhor, Aquele que veio trazer “a boa notícia aos humildes, curar as feridas da alma, pregar a redenção para os cativos e a liberdade para os que estão presos” (Is 61,1). Mas você e eu somos cristãos, ungidos pelo mesmo espírito de Cristo. Apesar das nossas imperfeições, precisamos fazer o que está ao nosso alcance para que as pessoas cheguem à fé por meio de nós (cf. Jo 1,7).
Terminemos esta reflexão considerando alguns apelos do apóstolo Paulo para nós: “Não apagueis o espírito!” (1Ts 5,19). O Espírito de Deus é o “Espírito da Verdade” (Jo 14,17; 15,26; 16,13). Não apagá-Lo significa não nos afastar da nossa verdade, por mais que nos custe permanecer nela. Não apagar o espírito significa também não esfriar em nossa vida de oração. “Examinai tudo e guardai o que for bom” (1Ts 5,21). A Verdade do Espírito deve ser o critério para nos guiar em nossas escolhas e decisões, a fim de nos mantermos fiéis à nossa essência. “Afastai-vos de toda espécie de maldade!” (1Ts 5,22), não apenas daquilo que é mal aos nossos olhos, mas sobretudo daquilo que é mal aos olhos de Deus. “(...) que tudo aquilo que sois – espírito, alma, corpo – seja conservado sem mancha alguma para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo!” (1Ts 5,23). Que todo o nosso ser permita-se ser curado, redimido e liberto pelo Espírito de Deus, a fim de irradiarmos a luz da sua Verdade aos que convivem conosco. 

(Missa do 3º. dom. do advento. Palavra de Deus: Isaías 61,1-2a.10-11; 1Tessalonicenses 5,16-24; João 1,6-8.19-28.) 

                                                                                                                           dos escritos de Pe. Paulo Cezar Mazzi
 
 

Centro Catequético São Gabriel inaugura neste mes de Dezembro

Conforme as informações do coordenador da
Comunidade São Gabriel Domingos Rosa está previsto para o dia 20 de Dezembro a inauguração do Centro Catequético. Trata-se de uma conquista de um valor inestimável que contou com ajuda de toda paróquia que se empenharam e não mediram esforços para que esse sonho viesse a ser realizado.
Uma missa será celebrada no local para abençoar e marcar este momento histórico na comunidade São Gabriel e porque não dizer um marco na vida da Paróquia São José Operário. Parabéns a todos!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

COROA DO ADVENTO: SINAL E MOTIVAÇÕES DE FÉ

COMUNICAÇÃO E O TRABALHO PASTORAL
Estar atentos aos tempos litúrgicos e viver com intensidade tudo isso é uma dádiva. Temos que riscar do nosso vocabulário o termo “o fazer por fazer” sem que isso ressoe em nosso íntimo. O tempo do Advento, o início do Ano Litúrgico deve nos impulsionar, nos animar e contagiar nossa espiritualidade. Portanto, nada de apatia na comunidade. Tudo o que fazemos poderia ser feito de modo diferente. Muitas vezes, tomam-se decisões e fazem-se coisas de maneira improvisada, sem refletir muito sobre o que se faz. Não se reflete bastante, nem antes, nem durante, nem depois. Na verdade, porém, nunca agimos sem planejar, pois não existe ação totalmente impensada. A diferença é que umas vezes pensamos mais e outras vezes pensamos menos. Não existe improvisação total. Mas, mesmo quando pensamos bem e bastante, sempre haverá o imprevisível. Por isso mesmo, é preciso garantir um bom espaço para a reflexão e o planejamento da ação: antes, durante e depois. Quando pensamos mais e bastante, quando preparamos a ação, começamos a fazer coisas diferentes, fazemos melhor o que temos que fazer, fazemos coisas que nem imaginávamos ter condições de fazer. A ação pastoral como processo implica uma conversão contínua ao modo de ser e de agir de Jesus. Não há pastoral sem Espírito Santo, portanto sem espiritualidade, sem vida de oração, sem ter o Espírito dentro de si e sem agir sob o seu dinamismo. A espiritualidade cristã é a alma da pedagogia da ação pastoral.
por Márcio Neves-Comunicação

Caminho Neocatecumenal transmitiu o Anúncio do Advento.


Comunidades do Caminho Neocatecumenal receberam nesta quinta-feira, 04 o Anúncio do Advento. Todos os anos este Anúncio prepara as comunidades para viverem o tempo do Advento e o Natal do Senhor. A equipe de catequistas (Vila Hortolândia) da primeira comunidade do Retiro  transmitiram o Anúncio.
Na oportunidade, comunidades vindas de outras paróquias (Santa Rita/Cecap e Santo Antonio/Anhagabaú) vieram para também receberem o Anúncio.
Também nesta oportunidade, foi transmitido o vídeo  a cerimônia de Ereção do Seminário Redemptoris Mater de Belém, presidida pelo Arcebispo Dom Alberto Taveira em Agosto deste ano que trata-se de uma bela notícia. O Seminário Redemptoris Mater de Belém é um núcleo Católico formativo para a evangelização da Amazônia e aberto a todo o mundo.
Dom Alberto ressaltou a importância do Caminho Neocatecumenal para a formação de novos sacerdotes. “Todas as realidades suscitadas pelo Senhor na Igreja têm uma grande importância e o Caminho Neocatecumenal nasceu como uma experiência muito positiva na linha da evangelização, na formação de comunidades, daí a sua importância e o seu lugar essencial para a vida da Igreja”,disse.
Nesta ocasião foi lido um trecho da 2ª Carta de São Paulo aos Tessalonicenses que nos mostrou uma realidade 

que não deve ser novidade em nosso tempo. Mas alguns custam a enxergar ou a entender “o mistério da iniqüidade” a que Paulo se refere. E quando o descobrem, pensam que a questão é atual e não um processo histórico. Daí a tentação de dizer que os dias de hoje nunca foram tão difíceis e nunca houve tanta apostasia, tanto pecado, tanta maldade.Necessário se faz a vigilância.
Destacou-se também três personagens importantíssimas neste Advento:  Isaías: figura de espera pela Salvação.João Batista: figura de preparação e Maria: Virgem da esperança e Mãe do Salvador.
Foi  apresentado uma carta do Santo Padre o Papa Paulo VI do ano de 1977 onde dedica a audiência geral para elogiar este caminho após o batismo: “É aqui o renascimento do nome catecumenato que, certamente não quer invalidar nem diminuir a importância da disciplina batismal vigente, pelo contrario, quer aplicá-lo como um método de evangelização gradual e intensivo, relembrando e renovando de certa forma o catecumenato dos outros tempos.”.Os catequistas finalizaram falando da importância da oração das laudes na Igreja e de um dos símbolos do Natal que é a montagem do presépio em família falando com os filhos e netos sobre o seu significado.
                                                                                                             por Márcio Neves-Comunicação

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Igreja no mundo: Papa admite que há resistência a mudanças

A jornalistas, Papa Francisco afirma que é normal haver oposição e que é preciso 'paciência, aprazibilidade e diálogo'.


O papa Francisco admitiu mesmo sem explicitá-las, que existem resistências à mudança na Igreja, dizendo que estas não são exclusivas da Igreja católica. Em declarações aos meios de comunicação, que retornavam no voo papal de Istambul, apontou: “Permito-me dizer que este não é um problema só nosso, mas também deles”, fazendo menção aos ortodoxos.
Ao papa, havia sido perguntado como via as resistências em relação às mudanças aplicadas desde que assumiu o pontificado e, ainda que não tenha especificado onde elas se encontram, admitiu que existem.
“Eles têm o problema de alguns monastérios”, mencionou o papa a respeito de onde se dão as resistências entre os ortodoxos, quando se trata de aplicar mudanças em sua Igreja. E acrescentou que é preciso “paciência, aprazibilidade e diálogo”. “Há resistências a isto de sua parte e pela nossa. Porém, temos que ser respeitosos com eles”, disse o pontífice argentino, que pediu para “explicar, sem insultar”, no momento das diferenças.
A viagem do Papa, a sexta que realiza para o estrangeiro, terminou no domingo, após três dias, nos quais visitou a capital da Turquia, Ancara e Istambul.
Em Ancara se encontrou com as autoridades do país, como o presidente Recep Tayyip Erdogán, ao passo que em Istambul liderou atos de marcado caráter ecumênico e dirigidos para reafirmar as relações entre religiões. De 12 a 19 de janeiro, está prevista uma viagem para o Sri Lanka e as Filipinas.