EXPEDIENTE: (PASCOM-SJO)
Instituição Religiosa-Igreja Católica-Paróquia São José Operário Tel.4582-5091- Retiro Jundiaí
segunda-feira, 27 de julho de 2020
Pastoral do dízimo e as novas alternativas em tempo de pandemia
Cardeal Baldisseri: pandemia e jovens, exemplos de solidariedade
A Libreria Editrice Vaticana publicou recentemente o livro “O Espírito renova tudo. Uma Pastoral Jovem para os Jovens” da religiosa Nathalie Becquart que dedicou mais de 30 anos ao apostolado dos jovens na França. O cardeal Lorenzo Baldisseri, Secretário Geral do Sínodo dos Bispos, reflete sobre este tema acentuando a importância de envolver os jovens nas instituições eclesiais, renovando a pastoral para as novas gerações. O cardeal concentra a atenção a partir da atualidade marcada pela convivência com o coronavírus que dificultou a retomada das atividades paroquiais como catequeses e encontros de jovens nas paróquias.O aqui e agora
"Antes de tudo - diz o cardeal - eu gostaria de agradecer a todos os jovens que trabalharam efetivamente durante a pandemia”. Foi preciso muito pouco para estimulá-los em um momento dramático para a história do mundo inteiro. "Os jovens - continua o Cardeal Baldisseri - demonstraram que não representam o futuro, mas o presente". Uma verdade destacada várias vezes durante os trabalhos do Sínodo dos Jovens e na Exortação pós-sinodal "Christus vivit" do Papa Francisco. E o livro da religiosa Becquart também reitera isto mais uma vez, acrescentando exemplos concretos de seu próprio caminho ao lado dos jovens.
Dar espaço
O contexto inédito de hoje nos leva a considerar as iniciativas pastorais de maneira diferente. No entanto, estes ensinamentos são sempre válidos. "Vemos que lentamente o ritmo está normalizando - observa o Secretário Geral do Sínodo - e a projeção futura nos diz que precisamos da contribuição dos jovens se quisermos renovar as coisas". Antes de mais nada, é necessário entender onde estão os jovens. "No passado, a paróquia tinha o campinho de futebol, a sala de diversões. Mas agora isso não é mais suficiente. Os jovens", diz ele, "estão nas ruas". E é para lá que temos que ir para encontrá-los".
O acompanhamento
A idéia básica é simples. "Como Igreja - explica o Cardeal Baldisseri - devemos ter a coragem de confiar nos jovens, sem pensar que eles são imaturos". Eles podem cair, certamente. Todos nós somos frágeis. Mas a ideia básica de tudo é o acompanhamento. Companheiro significa "cum pane", ou seja, aquele que divide o pão e, portanto, se torna familiar. Então o companheiro não fica atrás ou na frente, ele fica ao lado porque estão juntos".
Ir às ruas
O que aconselhar aos educadores e sacerdotes que lidam com os jovens? “O que devemos fazer", continuou ele, "é nos aproximar dos jovens: ouvi-los e conversar com eles, seguindo a sugestão deste livro". É por isso que devemos ir às ruas, nos estádios, nas academias. Mas - adverte ele – não são os sacerdotes que devem ir a esses lugares. São os jovens formados, mesmo que "formado" seja uma palavra antiga. Deve ir o jovem que assumiu, que sentiu que se tornou diferente, que quer se expressar e que quer dar".
O discernimento
O Cardeal Baldisseri nos convida a ampliar nossos horizontes e identifica outra função estratégica da paróquia que poderia captar o interesse dos jovens. "Por volta dos 15 anos - explica ele - começa-se a pensar sobre as escolhas para o futuro. E nem sempre encontram apoio suficiente na família". Assim, não só o pároco, mas também os jovens leigos podem ajudar. "São eles que devem ser missionários". Este - conclui - é o centro de tudo: todos os batizados são missionários e discípulos de Cristo, embora com diferentes papéis, carismas e ministérios".
Alimento diário: "A misericórdia divina e a humana"
Ó homem, com que coragem queres pedir aquilo que finges dar! Deve, portanto, conceder misericórdia aqui na terra quem espera recebê-la no céu. Por isto, irmãos caríssimos, já que todos queremos misericórdia, tenhamo-la por padroeira neste mundo, para que nos liberte no futuro. Há no céu uma misericórdia a que se chega pelas misericórdias terrenas. A Escritura assim diz: Senhor, no céu, tua misericórdia.
Há, então, a misericórdia terrena e a celeste, a humana e a divina. Qual é a misericórdia humana? Aquela, é claro, que te faz olhar para as misérias dos pobres. E a misericórdia celeste? Certamente a que concede o perdão dos pecados. Tudo quanto a misericórdia humana distribui pelo caminho, paga-o na pátria a misericórdia divina. Neste mundo, Deus, em todos os pobres, sofre frio e fome; ele mesmo o disse: Sempre que o fizestes a um destes pequeninos, a mim o fizestes. Deus, pois, que no céu se digna dar, quer na terra receber.
Que espécie de gente somos nós que, quando Deus dá, queremos receber, quando ele pede, nós nos recusamos a dar? Se um pobre tem fome, Cristo sofre necessidade, conforme disse: Tive fome e não me destes de comer. Por conseguinte, não desprezes a miséria dos pobres, se queres esperar confiante o perdão dos pecados. Agora Cristo passa fome, irmãos. Em todos os pobres ele se digna ter fome e sede. Mas aquilo que recebe na terra, paga-o no céu.
Pergunto-vos, irmãos, que quereis ou que buscais quando vindes à igreja? Não é a misericórdia? Dai, então, a misericórdia terrena e recebereis a celeste. O pobre pede a ti e tu pedes a Deus. O pobre pede um pedaço de pão; tu, a vida eterna. Dá ao mendigo o que merecerás receber de Cristo. Escuta o que ele diz: Dai e dar-se-vos-á. Não sei com que coragem queres receber aquilo que não queres dar. Por isto, vindo à igreja, dai, segundo vossas poses, esmolas aos pobres.
Jornada Diocesana da Juventude 2020 (JDJ)
A Jornada Diocesana da Juventude 2020, como sabemos, teve sua programação ONLINE. A luz da Liturgia da Palavra do 17º Domingo do Tempo Comum, é que vem ao encontro providencial para nossa reflexão neste momento. Existe no ar um certo desencanto pela vida, um desencanto pelos valores, pelos ideais de santidade, pelos sonhos. Esse desencanto está presente até mesmo onde menos deveria estar, que é no coração das pessoas “religiosas”, isto é, das pessoas “de igreja”, das pessoas que acreditam em Deus, que acreditam ter uma vocação, uma missão. E aqui pode acontecer algo muito perigoso: justamente as pessoas que têm a missão de provocar no ser humano o encanto pela vida, o encanto por Deus e por Seu projeto em favor da humanidade, se tornaram incapazes de encantar os outros, porque não conseguem encantar nem a si mesmas. O cristianismo requer coerência de vida. Nessa relação sempre renovada pela verdade, poderá acontecer o diálogo da juventude com a Igreja. Sem falsos moralismos ou inverdades que matam a credibilidade e o diálogo. Que assim seja com os jovens de hoje que esperam da Igreja palavras de esperança e luz. Oxalá que esse encontro realizado em nossa paróquia o JDJ 2020 seja o marco de um novo tempo, novo vigor no qual as trevas possam ser atravessadas na esperança de que a palavra final para os jovens será o amor.
(Pascom-SJO)
quarta-feira, 22 de julho de 2020
SANTA MARIA MADALENA (Memória-22/07)
JMJ Rio 2013 completa 7 anos (Paróquia São José Operário presente)
“Queremos sempre agradecer a Deus pelo dom da Jornada da
Juventude. Para nós, ela foi mais que um acontecimento, mais que um trabalho, é
um dom, um presente que nós recebemos. Como todo presente de Deus, vem como
semente e a gente precisa fazê-la frutificar. A cada ano, lembrar a Jornada é
lembrar o que ocorreu, o que foi vivido”. Foram dias cheios de alegria,
evangelização e transformação na vida de tantos jovens de todo mundo que
lotaram a Praia de Copacabana.terça-feira, 21 de julho de 2020
Um olhar sobre a parábola do Joio e o Trigo "Uma abordagem do ponto de vista leigo"
| Márcio Neves - (Pascom-SJO) |
sábado, 18 de julho de 2020
Missa em ação de graças pelos 50 anos do ECC no Brasil
Ensinamento: Ecos da parábola do Semeador: “Uma fenda no cimento de nossa história”
Ao acolhermos hoje a semente da sua Palavra, lembremos que todo sofrimento em lançar sementes. Lembremos dos apóstolos, santos mártires que deram suas vidas para que tivéssemos acesso aos ensinamentos mesmo que em meio às lágrimas, foram recompensados com a colheita dos frutos que alegra o nosso coração (cf. Sl 126,5-6).
quinta-feira, 16 de julho de 2020
NOTA: Faleceu Pe. Evaristo Debiasi, primeiro assistente eclesiástico da ACN-Brasil
quarta-feira, 15 de julho de 2020
Memória de São Boaventura, bispo e doutor da Igreja
Cristo é o caminho e a porta. Cristo é a escada e o veículo, o propiciatório colocado sobre a arca de Deus (cf. Ex 26,34) e o mistério desde sempre escondido (Ef 3,9). Quem olha para este propiciatório, como rosto totalmente voltado para ele, contemplando-o suspenso na cruz, com fé, esperança e caridade, com devoção, admiração e alegria, com veneração, louvor e júbilo, realiza com ele a páscoa, isto é, a passagem. E assim, por meio do lenho da cruz, atravessa o mar Vermelho, saindo do Egito e entrando no deserto, onde saboreia o maná escondido. Descansa também no túmulo com Cristo, parecendo exteriormente morto, mas experimentando, tanto quanto é possível à sua condição de peregrino, aquilo que foi dito pelo próprio Cristo ao ladrão que o reconhecera: Ainda hoje estarás comigo no Paraíso (Lc 23,43).
Nesta passagem, se for perfeita, é preciso deixar todas as operações intelectuais, e que o ápice de todo o afeto seja transferido e transformado em Deus. Estamos diante de uma realidade mística e profundíssima: ninguém a conhece, a não ser quem a recebe; ninguém a recebe, se não a deseja; nem a deseja, se não for inflamado, até à medula, pelo fogo do Espírito Santo, que Cristo enviou ao mundo. Por isso, o Apóstolo diz que essa sabedoria mística é revelada pelo Espírito Santo (cf. 1Cor 2,13).
terça-feira, 14 de julho de 2020
ECC (Encontro de casais com Cristo) completa 50 anos
São Camilo de Lellis, Presbítero
Começarei pela santa caridade, raiz de todas as virtudes e dom familiar a Camilo mais do que qualquer outro. Ele vivia sempre inflamado pelo fogo desta santa virtude, não só para com Deus, mas também para com o próximo, especialmente os doentes. Bastava vê-los para que se enchesse de ternura e se comovesse no mais íntimo do coração, a tal ponto que esquecia completamente todas as delícias, prazeres e afetos terrenos. Quando tratava de algum doente, parecia doar-se com tanto amor e compaixão que, de bom grado, tomaria sobre si toda doença, pra aliviar-lhe as dores ou curar as enfermidades.
Contemplava nos doentes, com tão sentida emoção, a pessoa de Cristo que, muitas vezes, quando lhes dava de comer, pensando serem outros cristos, chegava a pedir-lhes a graça e o perdão dos pecados. Mantinha-se diante deles com tanto respeito, como se estivesse realmente na presença do Senhor. De nada falava com mais frequência e com mais fervor do que da santa caridade. O seu desejo era imprimi-la no coração de todos os homens.
Para incutir em seus irmãos religiosos esta santa virtude, costumava recordar-lhes aquelas dulcíssimas palavras de Jesus Cristo : Eu estava doente e cuidastes de mim (Mt 25,36). Parecia que ele tinha estas palavras verdadeiramente gravadas em seu coração, tal era a frequência com que as dizia e repetia.
Camilo era um homem de tão grande caridade, que tinha piedade e compaixão não somente dos doentes e moribundos, mas também, de modo geral, de todos os outros pobres e miseráveis. Seu coração era tão cheio de bondade para com os indigentes, que costumava dizer : ‘Ainda que não se encontrassem pobres no mundo, os homens deveriam andar a procura-los e desenterra-los, para lhes fazerem o bem e praticar a misericórdia para com eles’.



