
EXPEDIENTE: (PASCOM-SJO)
PAROQUIA SÃO JOSÉ OPERARIO -
Edição/Redação/Coordenação: PASCOM-SJO -
PÁROCO: Pe. Rodolfo Cavalaro
Instituição Religiosa-Igreja Católica-Paróquia São José Operário Tel.4582-5091- Retiro Jundiaí
sábado, 22 de abril de 2017
Padre Daniel convida para Festa-19ª Festa de São José Operário
Venham todos para nossa festa em louvor a São José Operário. Parte religiosa com a novena e serviços de cantina e barracas. Tragam sua carteira de trabalho para serem abençoados todos os dias da novena.(Pe.Daniel)


sexta-feira, 14 de abril de 2017
sábado, 1 de abril de 2017
REGIONAL SUL 1 DISPONIBILIZA SUBSÍDIO PARA O DIA DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS
A Pastoral da Comunicação do Regional Sul 1 da
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) do estado de São Paulo,
disponibiliza, o subsídio com a mensagem do papa Francisco para o 51º Dia
Mundial das Comunicações Sociais, no próximo 28 de maio. O tema proposto para
este ano é “’Não tenhas medo, que Eu estou contigo’ (Is 43, 5). Comunicar
esperança e confiança, no nosso tempo”.
O 51º Dia Mundial das Comunicações Sociais será celebrado
no dia 28 de maio, no domingo da Festa da Ascensão do Senhor. Para auxiliar na
reflexão e vivência da data, oferecemos este subsídio com a mensagem do Papa
Francisco, uma explicação e também a sugestão de um guia litúrgico. O tema
deste ano é “’Não tenhas medo, que Eu estou contigo’ (Is 43, 5). Comunicar
esperança e confiança, no nosso tempo”.
O Dia Mundial das Comunicações Sociais, instituído pelo
Concílio Vaticano II, por meio do Decreto Inter Mirifica (Entre as admiráveis
invenções da técnica), é celebrado em muitos países, sob a recomendação dos
bispos, entre a Ascenção e Pentecostes. No Brasil, a celebração coincide com a
Festa da Ascensão porque esta Solenidade é celebrada no domingo.
Vivamos bem o 51º. Dia Mundial das Comunicações Sociais
em nossas comunidades diocesanas e paroquiais! Que Nossa Senhora da
Comunicação, e de todos os santos e santas de Deus, intercedam pelos nossos
trabalho.
Dom Vilson Dias de Oliveira, DC
Bispo Diocesano de Limeira
Referencial da Pastoral da Comunicação do Regional Sul 1 da CNBB.
sábado, 18 de março de 2017
Comunidade Santa Cruz realiza mais uma edição da tradicional Bacalhoada/ 2017
No dia 2 de Abril, a
partir das 11:30h, a Comunidade Santa Cruz estará realizando a já tradicional
“Bacalhoada de Santa Cruz”.
O Valor da adesão do
convite é de R$ 35,00 com opção de Marmitex no valor de R$30,00.Os convites encontram-se à venda na secretaria da Paróquia São José Operário. Maiores
informações de vendas e reservas: (11)4581-3531 / 4581-9842.
Márcio Neves-Pascom
sábado, 11 de março de 2017
Conselho de Economia se reúne para conhecer novo regimento
Estiveram reunidos
neste sábado 11 de Março na paróquia São João Bosco (Elóy Chaves),
representantes do regional V que compõem os
Conselhos Paroquial e Comunitário de Economia e Administração (CCPEA e
CCEA).
Na oportunidade,
esteve ministrando o encontro o Moderador da Cúria Diocesana: Pe. Carlos
José Viríllo que abordou a versão atualizada do Regime Dos Conselhos de
Economia e Administração da Diocese de Jundiaí, onde cada representante recebeu
o exemplar do referido Regimento. Os assuntos dessa reunião foram a
apresentação da realidade econômico – administrativa da Cúria Diocesana e a
apresentação do novo Regimento dos Conselhos de Economia e Administração.
Dentro da
diversidade de realidades, foram esclarecidas várias dúvidas levantadas pelos
presentes tal como possíveis lacunas que porventura não contempladas no Regime,
ficando clara a necessidade dentro do sentido eclesial o cumprimento integral
de tudo o que está contemplado no atual Regimento.
Importante
salientar que este Regimento é fruto de um trabalho em comunhão com todos (trabalho
em mutirão).
por Márcio Neves-Pascom
domingo, 5 de março de 2017
Caminho Neocatecumenal recebem a catequese de inicio de ano
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| Padre Fernando no momento das catequeses |
Durante os meses de fevereiro e março, as comunidades do
Caminho Neocatecumenal tem se organizado para receberem e consequentemente multiplicar as catequeses de início
de ano. Neste ano, como num abrir de horizontes, após a Morte de Carmem
Hernandes no dia 19 de Julho de 2016 o caminho se volta para refletir sobre o
fundamento de suas origens. O relacionamento de amizade entre Kiko e Carmem, ao
qual se somou Padre Mario Pezzi, foi o alicerce da nascitura obra do Caminho
Neocatecumenal. Da periferia de Madrid, parte para o anúncio nas paróquias; da
Espanha passa à Itália e a ação começa a se organizar com um verdadeiro
catecumenato pós-batismal.
O Caminho Neocatecumenal se propôs, desde sua origem,
como um caminho de iniciação à fé, assim, não é uma espiritualidade particular,
mas um caminho de gestação, “um itinerário de formação católica, válida para a
sociedade e para os tempos hodiernos” (João Paulo II, Carta “Ogniqualvolta”).É um processo de amadurecimento da fé que reconstrói a comunidade cristã e esta se torna sinal para o mundo, resiste ao processo de secularização. Neste caminho de fé, rumo ao radicalismo do próprio Batismo, faz-se central a comunidade cristã e, como núcleo fundamental desta, a família. É no seio de uma comunidade cristã concreta que se faz, em primeira pessoa, uma experiência concreta e direta da vida cristã. Recebe-se uma palavra, que se faz liturgia, que cresce, pouco a pouco, em comunidade. Deus mesmo é comunidade de pessoas.
sábado, 4 de março de 2017
Missa do 1º. domingo da quaresma
Enquanto o homem e a mulher escolheram desobedecer a
Deus, Jesus escolheu obedecer, e a sua obediência se tornou caminho de salvação
para todos nós (cf. Hb 5,9). Hoje Ele nos ensina a importância de dialogar com
as tentações que surgem dentro de nós.
Toda tentação chega a nós disfarçada de um bem aparente;
ela nos promete o bem, mas produz em nós o mal. Daí a importância do
discernimento: “‘Posso fazer tudo o que quero’, mas nem tudo me convém” (1Cor
6,12). Sou livre, mas não vou permitir que a minha liberdade me torne escravo
de alguma coisa. Se os espelhos que me deram – mídia e novas tecnologias –
estão me fazendo ver o mundo de maneira doentia, eu preciso ter um olhar
crítico para estes espelhos e procurar enxergar a realidade à luz de Deus.
Assim como o Espírito de Deus conduziu Jesus para o
deserto, Ele também nos conduz ao deserto quaresmal, para que ali Deus possa
falar ao nosso coração (cf. Os 2,16). Ao mesmo tempo, é numa experiência de
deserto que nos damos conta de que o maligno também fala conosco, nos propondo
falsas soluções para os nossos problemas, falsas consolações para a desolação
que porventura estejamos passando. Assim como Jesus, precisamos nos aproximar
da Palavra de Deus, para que ela nos dê condições de separar o trigo do joio, a
voz de Deus da voz do maligno, e usarmos a nossa liberdade para escolher a vida
e não a morte, escolher obedecer a Deus e não às nossas tentações.
Celebração marca envio de missionários dos grupos de rua
A missa de Quarta-feira de cinzas, dentre todas as
atividades que marcaram esta celebração destacamos o rito de envio dos frutos
de Evangelização que vão discutir e celebrar com maior detalhe o tema da
CF-2017
Nos últimos tempos o trabalho dos grupos de Evangelização (grupos de rua) voltou,
com intensidade, ao centro do coração da Igreja. Com certeza, o pontificado de
Francisco contribui a reavivar o espírito missionário na Igreja. A sua criativa
expressão “Igreja em saída” questiona, seriamente, um tipo de pastoral de
“conservação” que continua a ser dominante em vários âmbitos eclesiais.
Contudo, o projeto da “Igreja em saída” não está preocupado com a multiplicação
de
Pascom
Comunidades celebram abertura da CF 2017 e início da Quaresma
Caríssimos irmãos e irmãs!
Bendito seja Deus que em sua grande misericórdia nos
permite viver este tempo. Digo a todos que para nosso bem, pelo bem da Igreja,
eis o tempo propício, eis o tempo da Quaresma.
Olhando para esta figura, compreende-se por que motivo o
Evangelho é tão claro ao condenar o amor ao dinheiro: «Ninguém pode servir a
dois senhores: ou não gostará de um deles e estimará o outro, ou se dedicará a
um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro» (Mt 6, 24).
Rezemos uns pelos outros para que, participando na
vitória de Cristo, saibamos abrir as nossas portas ao frágil e ao pobre. Então
poderemos viver e testemunhar em plenitude a alegria da Páscoa.
E nesse momento oportuno, de tempos em
tempos, a questão
ecológica emerge, mostrando a necessidade de nunca perdermos de vista o cuidado
para com a criação. É nesse horizonte que o tema da Campanha da Fraternidade
desse ano é “Biomas brasileiros e defesa da vida”, com o lema bíblico: “Cuidar
e guardar a criação”.
Pastoral da Comunicação-Márcio Neves
domingo, 26 de fevereiro de 2017
Palavra Partilhada: (8º Domingo do Tempo Comum - A)
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| Márcio Neves-Past. da Comunicação |
Jesus continua sua catequese, nos ensinando, educando-nos
para uma vida plena como cristão. O sermão da Montanha contido nos capítulos 5,6
e 7 de Mateus serve a todos de uma espécie de manual daquele que busca de
fato levar adiante sua identidade e missão de cristão autêntico.
Assuma para você que lê este artigo neste momento como
dever de casa, a leitura e meditação destes três capítulos citados acima.
No contexto de hoje, me fez lembrar muito um jovem
chamado Francisco também conhecido como São Francisco de Assis que em sua
trajetória experimentou de forma concreta em sua vida os ensinamentos do
Evangelho de hoje. Quem conhece mais profundamente a história de São Francisco
sabe a razão desta afirmação. Tudo isso para dizer a você que é possível viver esses ensinamentos. Difícil,mas não impossível.
Interessante perceber a simplicidade da pedagogia de
Jesus para tratar de assuntos tão sérios de maneira tão simples e profunda,
fazendo sempre o uso coisas ligado a natureza (as flores, as aves...).
A proposta parece irrealizável em nossos dias. Mas, por
ser feito por Jesus continua válido ao menos como desafio quanto ao modo de
viver de muitos de nós, incapazes de viver o presente por se tornar prisioneiro
de preocupações.
Abraço fraterno a todos, sempre no carinho maternal de Maria:
Márcio Neves
sábado, 25 de fevereiro de 2017
Conselho Econômico Paroquial define prioridades para 2017
Aconteceu neste sábado, 25 na paróquia São José Operário a
primeira reunião do ano do Conselho sob comando do Padre Daniel. Trata-se de
uma reunião onde são colocados e discutidos de forma coesa toda necessidade de
infra-estrutura e novas aquisições para em benefício da Paróquia como num todo.
A festa do Padroeiro São José Operário esteve em pauta e começa a ganhar
atenção de todos.
O Conselho Econômico Paroquial para assuntos financeiros é
um órgão consultivo, composto por membros leigos da comunidade paroquial que,
assessorando o Pároco, entende-se como elo de efetiva co-responsabilidade e
co-participação dos fiéis na administração dos bens temporais da Paróquia. O
pároco é sempre o presidente a quem cabe na Paróquia o poder deliberativo nas
questões financeiras. Mas, para o bom ordenamento de tudo o Pároco adota a postura
de sempre ouvir e, quando possível, acatar o “parecer” do Conselho estabelecido.Conselhos Comunitários (CCAE) começam as atividades de 2017
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| CCAE-Cristo Rei |
A equipe que formam o CCAE (Conselho Comunitário da Ação
Evangelização) da Comunidade Cristo Rei esteve reunida hoje pela manhã. São
previstas conforme regimento pelo menos 4 reuniões anuais onde são colocadas
todo andamento da vida da comunidade.
A presença do Padre Daniel tem animado as comunidades que
visam cada vez mais uma comunhão maior com Paróquia em toda sua extensão.
O árduo desafio
para este ano é a aquisição de um espaço para construção da Capela Cristo
Rei fora do condomínio. Este ano a
comunidade 18 anos de vida e este antigo sonho ganhou novo vigor com a vinda do
padre Daniel. Lembrando também que esta foi uma exigência do Bispo Diocesano
Dom Vicente em sua última visita pastoral.
A palavra "comunidade" diz que nós, os
comunitários, os que se consideram participantes da comunidade, temos algo em
comum e muito a nos doar pela Igreja. A pergunta que logo nos fazemos é: o que temos em comum, nós que vivemos
e nos sentimos engajados numa determinada comunidade? Temos em comum uma
tradição, com direitos e deveres, compromissos e orientações; temos em comum o
Batismo que nos introduz no caminho da salvação (cf. Cl 1,21-23)
Nenhuma comunidade cristã, nenhuma Paróquia é uma ilha!
Também não é um ‘gueto’ ou espaço de ‘privilegiados’. Ela é lugar de vida,
espaço onde pessoas marcadas por virtudes e fragilidades buscam viver a fé,
testemunhar o batismo, praticar o bem e a justiça, em comunhão com as demais
comunidades e/ou Paróquias.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
Ano Mariano: Presidente da CNBB aponta três passos para vivenciar este acontecimento
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| Cardeal Dom Sérgio da Rocha-Presidente da CNBB |
O Ano Mariano instituído pela CNBB começou em 12 de
outubro de 2016 e segue até 12 de outubro de 2017 em comemoração aos 300 anos
do encontro da Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida.
Segundo o presidente da CNBB, cardeal Sérgio da Rocha,
arcebispo de Brasília (DF), três passos são essenciais para viver de forma
plena o Ano Mariano.
O primeiro passo é recordar a história de Nossa Senhora
agradecendo a Deus.
“Nós recordamos com louvor a Deus com gratidão os 300
anos, então isso é motivo de Ação de Graças, motivo de louvor de uma recordação
alegre e agradecida”, colocou.
Cardeal Dom Sérgio da Rocha em inauguração do monumento dedicado aos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida na sede da CNBB em Brasília (DF).O segundo passo é celebrar, Dom Sérgio reforça que o Ano Mariano é um momento de crescer como discípulo de Jesus através de Maria.
Cardeal Dom Sérgio da Rocha em inauguração do monumento dedicado aos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida na sede da CNBB em Brasília (DF).O segundo passo é celebrar, Dom Sérgio reforça que o Ano Mariano é um momento de crescer como discípulo de Jesus através de Maria.
“Celebrar, louvando a Deus pela presença de Nossa Senhora
no ontem, no hoje da história do nosso povo. Nossa Senhora tão querida, Nossa
Mãe e a ela nós voltamos o nosso coração nesse Ano Mariano para junto com ela
aprender a seguir Jesus Cristo, ser discípulo, discípula. É um ano para crescer
no discipulado, isto é, com Maria, nós vamos crescendo como seguidores de Jesus
Cristo, seguindo seu exemplo, seus testemunho e confiando na sua intercessão”,
afirma.
Para o Ano Mariano, Dom Sérgio ainda aponta que o
terceiro passo é viver seguindo os exemplos de Maria.
“Esse é um ano também para se viver, ou seja, vivenciar a
própria liturgia, o louvor a Deus no dia-a-dia da vida, imitando Nossa Senhora,
sua atitude de louvor, Ela que rezou, que cantou e que nos ensina a fazer o
mesmo, também a sua atitude de caridade, de misericórdia para com quem mais
necessitava, como fez com Isabel e nas Bodas de Caná. Sua compaixão na hora da
Cruz, Ela unida a Jesus. Então nós imitamos Nossa Senhora, permanecemos unidos
a Jesus, mas também servindo os irmãos que mais necessitam”, indicou.
Em carta enviada aos bispos de todo o Brasil, a
presidência da CNBB considera a celebração dos 300 anos “uma grande ação de
graças”.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
Artigo:Religiosidades pós-modernas
Amor ao próximo e renúncia ao status formam a base ética
do cristianismo, em real oposição aos poderes do mundo: “entre vocês não deve
ser assim...” (Mc 10,43).
A prática celebrativa da Igreja nascente manifestava que
essa ética constituía o específico do cristianismo: “viviam unidos e tinham
tudo em comum” (At 2,43). Liturgia e vida correspondiam, assim, a uma realidade
intrínseca: aquilo que se celebrava no partir do pão correspondia ao exercício
cotidiano dos seguidores e seguidoras do Ressuscitado. Ao passo que o
cristianismo vai, cada vez mais, instituindo-se como religião, ele vai perdendo
essa importante dimensão das origens, num processo de descaracterização de seu
específico.
Atualmente, é próprio das religiosidades pós-modernas um
acento subjetivista no culto e na maneira de viver a fé. As igrejas católicas e
evangélicas cedem ao interesse emocional de seus fiéis, o que torna a ética uma
realidade cada vez mais distante do testemunho de fé dos membros dessas
igrejas. O individualismo tomou conta dos espaços de manifestação da fé:
pessoas encontram-se semanalmente para as celebrações, mas sequer conhecem umas
às outras, não se criam laços de pertença comunitária e de partilha de vida. A
tendência, sempre maior, é de busca de refrigério para os males psíquicos e
emocionais: importa, nesse caso, uma religiosidade com efeitos psicossomáticos.
Não sem motivos, as missas de cura e libertação arrebanham uma massa sem fim de
fiéis, que, se repararmos, nunca está devidamente curada e liberta.
Uma religiosidade que se diga cristã, vivida desse modo,
nada tem dos valores fundamentais do cristianismo das origens. Essa é uma
religiosidade apolítica, pois não nutre a convivência e a solidariedade entre
os convivas que se reúnem ao redor da mesma mesa. Essa é uma assembleia que se
esquece que o Reino é para todos, com sério comprometimento ético, e que por
isso Jesus nos ensina a rezar Pai-nosso, insistindo em cantar “meu Pai,
meu Pai, meu Pai do céu”, com os olhos vertendo lágrimas e o coração anestesiado.
Sem o comprometimento ético com aqueles que fazem coro à nossa voz e professam
a mesma fé, a ética que devemos viver no cotidiano, em atenção a todos e todas,
não é possível. Isso porque uma religião que se pretenda cristã, que não gere
imperativos éticos, na realização da verdadeira Política, não passa de magia:
os fiéis, clientes buscando experiências pessoais de satisfação; os líderes
religiosos, magos que ofertam um serviço, ao gosto dos clientes. Mas não nos
enganemos: “comungar é tornar-se um perigo”, já cantava a velha canção.
12 anos da morte de Irmã Dorothy
Há 12 anos da morte de Irmã Dorothy, Anapu recorda sua mártir
O sangue do martírio escorria pelo solo sagrado da
Amazônia que, durante quase 40 anos, a missionária das Irmãs de Nossa Senhora
de Namur ajudou a defender.
As comunidades de Anapu, no sudoeste do estado do Pará,
se reuniram domingo (12/02) para recordar a morte de irmã Dorothy Stang,
assassinada em um assentamento. A missionária foi morta na manhã de 12 de
fevereiro de 2005 com seis tiros à queima-roupa, em uma localidade a 40 km de
Anapu.
A irmã, de 73 anos, nascida nos EUA mas naturalizada
brasileira, pertencia à Congregação de Notre Dame. Estava presente na
Amazônia desde a década de 70, junto aos trabalhadores rurais da Região do
Xingu e acompanhou com determinação e solidariedade a vida e a luta dos
trabalhadores do campo, sobretudo na região da Transamazônica. Seu trabalho
focava-se também na minimização dos conflitos fundiários na região.
O número de homicídios por conflitos rurais no Brasil em
2016 chegou a 73, a maioria deles ocorrida no Norte do país, segundo dados da
Comissão Pastoral da Terra, CPT. O incremento desta violência se deve à
competição cada vez mais acirrada por recursos como lenha e água no campo da
mineração.
Os cinco envolvidos no assassinato de Irmã
Dorothy foram condenados e cumprem pena. Somente Regivaldo Pereira Galvão, condenado
a 30 anos
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