EXPEDIENTE: (PASCOM-SJO)

PAROQUIA SÃO JOSÉ OPERARIO - Edição/Redação/Coordenação: PASCOM-SJO - PÁROCO: Pe. Rodolfo Cavalaro

Instituição Religiosa-Igreja Católica-Paróquia São José Operário Tel.4582-5091- Retiro Jundiaí

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Cantinho do Diácono: Tempos de pandemia

Existe um ditado popular que diz:
“HÁ MALES QUE VEM PARA BEM”
Sendo pertencentes ao grupo de risco (IDOSOS) estamos em isolamento total em nossa casa, já há algum tempo.
Se dissermos que é maravilhoso, estamos sendo hipócritas, porém algumas coisas boas estão acontecendo, e coisas novas estamos descobrindo, por exemplo:
Nossos filhos estão mais unidos entre si, tendo mais atenção com os seus pais, providenciando tudo o que necessitamos, inclusive despesas de mercado, cuidados médicos, coisas necessárias do dia a dia, não nos falta nada, sem contar a alegria que há no relacionamento que estamos tendo com eles, mesmo havendo um distanciamento físico.
Quanto ao casal, uma vez que estamos o dia todo juntos, estamos tendo tempo para juntos tomar sol todos os dias, fazer exercícios físicos, assistir TV, embora não tenha uma programação legal, aproveitamos só o que interessa, PRINCIPALMENTE PARTICIPAR DA MISSA, juntos, já que como Diácono, normalmente isso não acontecia.
Mas a maior descoberta, é descobrirmos como a comunidade faz falta em nossas vidas, quanta saudades de todos, como faz falta os abraços fraternos, os sorrisos espontâneos e o acolhimento que sempre tivemos na Igreja, não aguentamos mais o distanciamento, como nos faz falta a participação PRESENCIAL NA EUCARISTIA
Conforme pudemos perceber, os acontecimentos bons superam os acontecimentos maus, daí que podemos afirmar sem medo de errar, NÃO TENHAM MEDO, ÂNIMO, ALEGRIA, CORAGEM...
DEUS EXISTE.
por Diácono Dirceu Orlato

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Acompanhe as transmissões das Missas no meio de semana em nossa paróquia


14 de maio-SÃO MATIAS, APÓSTOLO(Festa): “Mostra-nos, Senhor, quem escolheste”

Foi escolhido para completar o grupo dos Doze, em substituição de Judas, para ser, como os outros Apóstolos, testemunha da ressurreição do Senhor, como se lê nos Atos dos Apóstolos (1,15-26).
        Naqueles dias, Pedro levantou-se no meio dos irmãos e disse (At 1,15). Pedro, a quem Cristo tinha confiado o rebanho, movido pelo fervor do seu zelo e porque era o primeiro do grupo apostólico, foi o primeiro a tomar a palavra: Irmãos, é preciso escolher dentre nós (cf. At 1,22). Ouve a opinião de todos, a fim de que o escolhido seja bem aceito, evitando a inveja que poderia surgir. Pois, estas coisas, com frequência, são origem de grandes males.
        Mas Pedro não tinha autoridade para escolher por si só? É claro que tinha.Mas absteve-se, para não demonstrar favoritismo. Além disso, ainda não tinha recebido o Espírito Santo. Então eles apresentaram dois homens: José, chamado Barsabás, que tinha o apelido de Justo, e Matias (At 1,23). Não foi Pedro que os apresentou, mas todos. O que ele fez foi aconselhar esta eleição, mostrando que a iniciativa não era sua, mas fora anteriormente anunciada pela profecia. Sua intervenção nesse caso foi interpretar a profecia e não impor um preceito.

terça-feira, 12 de maio de 2020

Pe. Milton Rogério Vicente completa 10 anos de sacerdócio

No começo deste ano elaborei este “save the date” e comecei a pensar numa grande celebração para marcar os 10 anos da minha ordenação presbiteral.
Evidentemente, nada sairá como estava nos meus planos. Mas, uma vez mais, percebo os carinhos de Deus para comigo, Ele não desiste de me ensinar... A festa que eu queria preparar, do meu jeito, Ele já preparou, com perfeição. Semana que vem completo 10 anos de padre, e meu pedido para Deus é que Ele me ensine a viver menos de “save the date” e mais das surpresas Dele, pois Ele sempre é surpreendente.
Pe. Milton


segunda-feira, 11 de maio de 2020

Formas de Comunicação: Língua de sinais nas celebrações

Monique Alves-(Interprete de Libras)
Recentemente nas missas de nosso padroeiro São José Operário e também no ultimo domingo, (10) dia das mães a importante presença da intérprete de Libras  Monique Alves que gentilmente colaborou conosco na transmissão da celebração, a qual estendemos nossa gratidão.
A Libras consiste em um conjunto de formas gestuais utilizada por deficientes auditivos para comunicação entre eles e outras pessoas, sejam eles surdas ou ouvintes. A função do interprete de libras, está regulamentada através da Lei nº 12.319/2010.
No Brasil, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é reconhecida como segunda língua oficial dos pais.Segundo dados de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem cerca de 10 milhões de pessoas surdas, o equivalente a 5% da população brasileira. 
No Dia Nacional dos Surdos, o governo federal lançou, em 26 de setembro 2019, o projeto Libras Gov, que vai criar novos sinais para a comunidade surda.
Iniciativa da Presidência da República, em parceria com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e do Ministério da Educação, o Libras Gov tem o objetivo de possibilitar, via Língua Brasileira de Sinais (Libras), o acesso de cidadãos surdos brasileiros, profissionais intérpretes de Libras, comunidade surda, entre outros, a termos específicos do governo federal e a informações relacionadas ao campo dos três Poderes que compõem a República Brasileira.
Para se comunicar usando a língua eira de sinais, além de conhecer os sinais, é preciso conhecer também as estruturas gramaticais para combinar as frases e estabelecer a comunicação de forma correta.
fonte de pesquisa: Agência Brasil – Brasília

COMUNICADO DA DIOCESE DE JUNDIAÍ SOBRE A AÇÃO SOLIDÁRIA EMERGENCIAL DA IGREJA NO BRASIL E CÁRITAS BRASILEIRA PARA ENFRENTAR A PANDEMIA DE CORONAVÍRUS

Comunicado: 001_2020AE

“Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34).

Queridos Padres, Diáconos Permanentes e Agentes de Pastoral: As restrições com medidas de distanciamento social, embora extremamente necessárias para a contenção da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) geraram efeitos sociais graves e nos levam a renovar a esperança e amorosidade às pessoas que sofrem as consequências sociais desta pandemia. Diante deste cenário, a Igreja do Brasil convoca todas as pessoas de bom coração, especialmente, suas comunidades eclesiais, para uma Ação Solidária Emergencial que promova gestos concretos de ajuda às famílias e pessoas em situação de vulnerabilidade diante da pandemia de coronavírus. O enfoque desta Ação Solidária Emergencial tem como tema: “É tempo de cuidar”, impulsionados pelo lema da Campanha da Fraternidade de 2020: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34), que nos motiva a ver o outro em suas necessidades, suas fragilidades e vulnerabilidades, considerando a dignidade humana em primeiro lugar. Para isso, é importante o nosso envolvimento e olhar solidário, com ações criativas, mobilizando a comunidade paroquial, envolvendo de maneira cuidadosa para não expor ao contágio do coronavírus as pessoas que querem ajudar, nem as pessoas que estão precisando de ajuda. Lembremos sempre, ao organizar uma Ação Solidária Emergencial, na prevenção da propagação do coronavírus, devendo preparar todas as etapas da Campanha de forma a manter as orientações sanitárias, os cuidados com aglomerações e os voluntários em grupos de risco, distanciamento entre as pessoas, e principalmente, o uso de máscara, higiene do local e a lavagem das mãos.
1ª – A primeira etapa é identificar as necessidades da comunidade, particularmente das famílias, grupos específicos, pessoas em situação de rua, ou ainda, as necessidades das entidades beneficentes da nossa Diocese. Para fazer essa identificação, a Paróquia pode dialogar com os agentes de pastorais sociais, o grupo dos Vicentinos, ou ainda, buscar informações junto à Cáritas Diocesana, Cáritas Paroquiais e as entidades beneficentes, que podem nos ajudar a identificar os mais vulneráveis e quais as necessidades mais urgentes que precisam ser supridas. Para esse contato não se faz necessário sair de casa, pois os contatos podem ser realizados por meios virtuais. No site da Diocese encontram-se os contatos das várias pastorais, entidades e organismos da Igreja. A realidade de comunidades vizinhas também pode ser considerada para a definição da realização de uma ação solidária. 
2ª − A segunda etapa é avaliar quais as estratégias que a Paróquia pode assumir, quais os envolvidos, como organizar as ações, utilizando os meios de comunicação virtual e a operacionalização com criatividade como já temos visto (por exemplo: compras on line, entregas delivery, etc.), envolvendo pequeno número de pessoas, e motivando jovens a participar, pois estes têm a expertise nos meios virtuais. Neste trabalho, é importante pedir a autorização e o assessoramento das autoridades sanitárias do Município. Nada se pode fazer sem este recurso. Portanto, é preciso verificar todas as condições para o menor risco possível de contaminação das pessoas que irão doar, das equipes que trabalharão na preparação e distribuição, e das famílias que receberão a ajuda.
 3ª − A terceira etapa é a mobilização e motivação da Ação Solidária. Para isso existem inúmeros meios de comunicação, nas transmissões nas redes sociais durante as celebrações das Missas, orações de terços, Celebração da Palavra. Cabe ao Pároco convocar e orientar seus fiéis sobre a Ação Solidária Emergencial.
 4ª − A quarta etapa é estabelecer um período para a arrecadação ou mobilização de recursos considerando os cuidados na organização da arrecadação. A Cáritas Brasileira elaborou um “Plano de Contingências” para prevenção da pandemia do coronavírus, podendo fazer o acesso no site da Cáritas Brasileira – www.caritas.org.br . 
5ª − A quinta etapa é a preparação e organização das doações de forma a identificar os itens que foram coletados, evitando manuseio desnecessário; preparando kits para entrega e higienizar as embalagens antes da entrega.
Sempre disponibilizem material de proteção individual e de limpeza ou desinfetante para as equipes limparem superfícies, móveis, equipamentos, materiais, etc.; usar máscaras e luvas descartáveis. 6ª − A sexta etapa é entrega. Quando possível, fazer as entregas em domicílio ou com agendamento de horários para retirada para evitar aglomerações. Mais uma vez é importante considerar os cuidados de prevenção do Covid-19, o uso de máscaras, luvas e ter álcool gel para limpeza das bancadas, móveis, equipamentos, etc.
7ª – A sétima e última etapa é registrar e documentar com fotos as Ações Solidárias realizadas e informar a PASCOM da Paróquia, enviar notícias para o Setor de Comunicação da Diocese e para outros meios de comunicação e redes sociais. As ações realizadas na Diocese de Jundiaí serão registradas pelo Setor de Comunicação da Diocese na Campanha Nacional: “É tempo de cuidar” da CNBB e da Cáritas, apresentando os resultados obtidos nacionalmente. Desta forma daremos visibilidade e ampliamos a rede de solidariedade. Orientações e informações podem ser obtidas através da Cáritas Diocesana de Jundiaí, pelo email: caritas@jd.org.br. Lembremos sempre é tempo de cuidar.
 “A fé que não se traduz em ações, por si está morta” (Tg 1,17)


sábado, 9 de maio de 2020

2º Domingo do mês: Conscientização do Dízimo


O dízimo remete o fiel para real participação na vida da comunidade. Os bens materiais na leitura bíblica significam sinais de algo maior. Eles não valem por eles mesmos, mas exprimem a bênção de Deus à humanidade. Relembram, em última instância, o gesto criador de Deus. A prática do dízimo serve para que o fiel se comporte diante deles com liberdade e manifeste grandeza de espírito. Não se apega aos bens terrestres como valores maiores da vida. Soam-lhe as palavras de Jesus. “Ninguém pode servir a dois senhores” e “vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Lc 16,13). Ao arrematar a reflexão, Jesus nos adverte: “Pois onde está o teu tesouro, ali também estará o teu coração”. Oxalá a comunidade de que participamos seja nosso tesouro e não o dinheiro, porque aí estará o centro de nossa pessoa.


sexta-feira, 8 de maio de 2020

Maria: Mãe e mestra de todos os povos!


"Ninguém pode ter a Deus por Pai, se não tem a Igreja como mãe", dizia São Cipriano de Cartago, santo padre do século 3. Essa forte afirmativa nos faz refletir sobre aquilo que, aqui e acolá, encontramos em falas, documentos magisteriais e orações: a imagem da Igreja como “mãe”, como nossa mãe!
O saudoso papa São João XXIII, em uma de suas oito encíclicas emitidas nos seus breves cinco anos de pontificado, nos ajudou a reconhecer na Igreja o atributo de “mãe e mestra”:
“Mãe e mestra de todos os povos, a Igreja Universal foi fundada por Jesus Cristo, a fim de que todos, vindo no seu seio e no seu amor, através dos séculos, encontrem plenitude de vida mais elevada e penhor seguro de salvação. A esta Igreja, ‘coluna e fundamento da verdade’ (cf. 1 Tm 3, 15), o seu fundador santíssimo confiou uma dupla missão: de gerar filhos, e de os educar e dirigir, orientando, com solicitude materna, a vida dos indivíduos e dos povos, cuja alta dignidade ela sempre desveladamente respeitou e defendeu.” (Mater et magistra, nº 1)


Paróquia São José Operário: Programação dia das Mães


segunda-feira, 4 de maio de 2020

Está chegando... DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS


Numa época em que se revela cada vez mais sofisticada a falsificação, atingindo níveis exponenciais (o deepfake), precisamos de sapiência para patrocinar e criar narrações belas, verdadeiras e boas. Necessitamos de coragem para rejeitar as falsas e depravadas. Precisamos de paciência e discernimento para descobrirmos histórias que nos ajudem a não perder o fio, no meio das inúmeras lacerações de hoje; histórias que tragam à luz a verdade daquilo que somos, mesmo na heroicidade oculta do dia a dia.

A mensagem do Papa Francisco para o 57º Dia Mundial de Oração pelas Vocações


Queridos irmãos e irmãs!
A 4 de agosto do ano passado, no 160º aniversário da morte do Santo Cura d'Ars, quis dedicar uma Carta aos sacerdotes, que todos os dias, obedecendo à chamada que o Senhor lhes dirigiu, gastam a vida ao serviço do Povo de Deus.
Então escolhi quatro palavras-chave – tribulação, gratidão, coragem e louvor – para agradecer aos sacerdotes e apoiar o seu ministério. Acho que, neste 57º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, poder-se-iam retomar aquelas palavras e dirigi-las a todo o Povo de Deus, tendo como pano de fundo o texto evangélico que nos conta a experiência singular que sobreveio a Jesus e a Pedro durante uma noite de tempestade no lago de Tiberíades (cf. Mt 14, 22-33).
Depois da multiplicação dos pães, que entusiasmou a multidão, Jesus manda os discípulos subir para o barco e seguir à sua frente para a outra margem, enquanto Ele despedia o povo. A imagem desta travessia do lago sugere de algum modo a viagem da nossa existência. De facto, o barco da nossa vida avança lentamente, sempre preocupado à procura dum local afortunado de atracagem, pronto a desafiar os riscos e as conjunturas do mar, mas desejoso também de receber do timoneiro a orientação que o coloque finalmente na rota certa. Às vezes, porém, é possível perder-se, deixar-se cegar pelas ilusões em vez de seguir o farol luminoso que o conduz ao porto seguro, ou ser desafiado pelos ventos contrários das dificuldades, dúvidas e medos.
Assim acontece também no coração dos discípulos, que, chamados a seguir o Mestre de Nazaré, têm de se decidir a passar à outra margem, optando corajosamente por abandonar as próprias seguranças e seguir os passos do Senhor. Esta aventura não é tranquila: cai a noite, sopra o vento contrário, o barco é sacudido pelas ondas, e há o risco de sobrepor-se o medo de falhar e não estar à altura da vocação.
Mas, na aventura desta travessia não fácil, o Evangelho diz-nos que não estamos sozinhos. Quase forçando a aurora no coração da noite, o Senhor caminha sobre as águas tumultuosas e vai ter com os discípulos, convida Pedro a vir ao encontro d’Ele sobre as ondas e salva-o quando o vê afundar; finalmente, sobe para o barco e faz cessar o vento.

sábado, 2 de maio de 2020

Maio, o mês de Maria: "O que te faz parecido com Maria"?


Neste mês de maio voltamos nossos olhares para Maria a Mãe de Jesus, ela é para nós modelo de discípula, pela sua fé aderiu ao plano de Deus, colaborando com a obra da redenção desde seu início, antes mesmo dos apóstolos. 
Maria é aquela que tem maior intimidade com o povo. É aquela para quem os pobres podem fazer confidências e contar segredos.  É capaz de escutar e guardar tudo em seu coração.  Caminha com os pobres através das duras sendas da vida nas áreas pobres do continente. Compreende os problemas das mulheres, mesmo os mais íntimos, e não se escandaliza com coisa alguma. 
Em Maria está presente a dimensão maternal muito valorizada pelo povo e também pela igreja católica.  A maternidade a torna mais próxima do povo.  Para os pobres na América Latina, a vida é uma luta tão dura que a relação com Maria – que é terna e misericordiosa, mas ao mesmo tempo poderosa e gloriosa – desenvolve-se no nível de suas necessidades básicas.  Eles creem firmemente que Maria os compreende e pode ajudá-los quando sofrem fome, quando não têm como cuidar e curar seus filhos doentes e vulneráveis. Ela está ao lado de todas as mulheres no momento do parto e do alumbramento.  Ajuda quando o trabalho falta, quando os campos não produzem, quando o marido foi embora com outra mulher ou é alcoólatra e violento, quando as crianças se tornam presa da droga e do tráfico, quando a doença ameaça a vida e tantas outras dificuldades acontecem na vida cotidiana.  Ela é alívio, compreende, ajuda e eles creem nela e a invocam. 

Domingo do Bom Pastor: “na escola da vida...”

Pe. Daniel e Pe. Eduardo (Paróquia São José Operário)
“Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10)

A voz do pastor conduz as ovelhas “para fora” do redil. Todo autêntico líder provoca as pessoas que estão sob seus cuidados a virem para fora, a saírem da sua zona de conforto, a crescerem, a olharem a vida nos olhos, a enfrentarem os desafios. Todo cuidador que ama aqueles que estão sob seus cuidados provoca-os ao crescimento, ao amadurecimento, ao fortalecimento perante os desafios da vida. Superproteger as pessoas que nós amamos impede que elas cresçam e se responsabilizem pela vida. Precisamos evitar que as pessoas que estão sob nossos cuidados cresçam mimadas e infantilizadas. Esta parábola é muito instigante. O mistério da voz é sugestivo: desde o ventre de nossa mãe aprendemos a reconhecer sua voz e, quando nascemos, vamos reconhecendo outras vozes. Pelo tom de uma voz percebemos o amor ou o desprezo, o afeto ou a frieza, a acolhida ou a rejeição.
A voz de Jesus é única! Se aprendemos a distingui-la de outras vozes, Ele nos guiará pelo caminho da vida, um caminho que supera também o abismo da morte. Somos Vida, não há lugar para o temor!

Todos nós temos esta responsabilidade de abrir espaços para que a vida vá se expandindo. É a mais bela das vocações e é a única maneira de ser fiel ao Cristo Bom Pastor.

1º de Maio: São José Operário - Padroeiro dos trabalhadores


Por seu trabalho e inteligência, o homem procurou sempre mais desenvolver a sua vida. Hoje em dia, porém, ajudado antes de tudo pela ciência e pela técnica, ele estendeu continuamente o seu domínio sobre quase toda a natureza; e, principalmente, graças aos meios de intercâmbio de toda espécie entre as nações, a família humana pouco a pouco se reconhece e se constitui como uma só comunidade no mundo inteiro. Por isso, muitos bens que o homem esperava antigamente obter sobretudo de forças superiores, hoje os consegue por seus próprios meios.

Diante deste esforço imenso, que já penetra a humanidade inteira, surgem muitas perguntas entre os homens. Qual é o sentido e o valor desta atividade? Como todas estas coisas devem ser usadas? Qual a finalidade desses esforços, sejam eles individuais ou coletivos?

A Igreja, guardiã do depósito da palavra de Deus, que é a fonte dos seus princípios de ordem religiosa e moral, embora ainda não tenha uma resposta imediata para todos os problemas, deseja no entanto unir a luz da revelação à competência de todos, para iluminar o caminho no qual a humanidade entrou recentemente.

Para os fiéis é pacífico que a atividade humana individual e coletiva, aquele imenso esforço com que os homens, no decorrer dos séculos, tentaram melhorar as suas condições de vida, considerado em si mesmo, corresponde ao plano de Deus.

Com efeito, o homem, criado à imagem de Deus, recebeu a missão de dominar a terra com tudo o que ela contém e de governar o mundo na justiça e na santidade, isto é, reconhecendo a Deus como Criador de todas as coisas, orientando para ele o seu ser e todo o universo; assim, com todas as coisas submetidas ao homem, o nome de Deus seja glorificado na terra inteira.