EXPEDIENTE: (PASCOM-SJO)

PAROQUIA SÃO JOSÉ OPERARIO - Edição/Redação/Coordenação: PASCOM-SJO - PÁROCO: Pe. Rodolfo Cavalaro

Instituição Religiosa-Igreja Católica-Paróquia São José Operário Tel.4582-5091- Retiro Jundiaí

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Pré Inscrição EJA -Sala Diógenes 2019

COMUNICADO IMPORTANTE:

Associação de Moradores da Região do Retiro e Escola Estadual Diógenes Duarte Paes, iniciam a segunda etapa da Pré-inscrição do Programa EJA (Educação de Jovens e Adultos).

Você que ainda nao se inscreveu ou que ficou devendo algum documento obrigatório, haverá pontos descentralizados para fazer a pré-inscrição no Programa.

Acompanhe as datas, horários e locais mais próximos da sua casa para fazer a sua  pré-inscrição.

Documentos CÓPIA obrigatório:

●Documento com foto;
●Comprovante de residência;
●Histórico ou declaração Escolar;

A Associação em conjunto com a Escola Estadual Diógenes, tem por finalidade, proporcionar acesso a educação com qualidade e responsabilidade a todos e a todas.

#regiaodoretiro #educação #diógenes #eja

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

12 de outubro: O jeito da mãe


Neste dia especial, em que comemoramos a festa da padroeira do Brasil e também o dia das crianças, voltemos nosso olhar em direção a Mãe Aparecida.
Sendo mãe, Maria não fica indiferente diante da dor e do sofrimento de seus filhos. Ao contrário, Ela é a mulher da prontidão, apressada no servir (cf. Lc1, 38-45). Apressadamente: não é só a velocidade com que Maria anda, mas a atenção cuidadosa com a qual enfrenta a viagem, o seu entusiasmo em cuidar de alguém que exigia a sua presença. Na pressa de Maria reconhecemos a urgência missionária da Igreja. 
A devoção mariana deve inspirar o agir materno da Igreja. Como nos lembra o Papa Francisco: “É fundamental a proximidade da Igreja. Porque a Igreja é mãe, e nem você nem eu conhecemos uma mãe por correspondência. A mãe… dá carinho, toca, beija, ama. Quando a Igreja, ocupada com mil coisas, se descuida dessa proximidade e só se comunica com documentos, é como uma mãe que se comunica com seu filho por carta”. Neste sentido podemos afirmar que a devoção mariana com sua diversidade de títulos e invocações tem algo em comum que é lembrar à Igreja esse seu modo materno de ser.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Assunção da Mãe de Deus

Da Constituição Apostólica Munificentíssimus Deus, do papa Pio XII
(AAS42 [1950], 760-762. 767-769)                 (Séc.XX)

Teu corpo é santo e cheio de glória
Nas homilias e orações para o povo na festa da Assunção da Mãe de Deus, santos padres e grandes doutores dela falaram como de uma festa já conhecida e aceita. Com a maior clareza a expuseram; apresentaram seu sentido e conteúdo com profundas razões, colocando especialmente em plena luz o que esta festa temem vista: não apenas que o corpo morto da Santa Virgem Maria não sofrera corrupção, mas ainda o triunfo que ela alcançou sobre a morte e a sua celeste glorificação, a exemplo de seu Unigênito, Jesus Cristo. 
São João Damasceno, entre todos o mais notável pregoeiro desta verdade da tradição, comparando a Assunção em corpo e alma da Mãe de Deus com seus outros dons e privilégios, declarou com vigorosa eloquência: “Convinha que aquela que guardara ilesa a virgindade no parto, conservasse seu corpo, mesmo depois da morte, imune de toda corrupção. Convinha que aquela que trouxera no seio o Criador como criancinha fosse morar nos tabernáculos divinos. Convinha que a esposa, desposada pelo Pai, habitasse na câmara nupcial dos céus. Convinha que, tendo demorado o olhar em seu Filho na cruz e recebido no peito a espada da dor, ausente no parto, o contemplasse assentado junto do Pai. Convinha que a Mãe de Deus possuísse tudo o que pertence ao Filho e fosse venerada por toda criatura como mãe e serva de Deus”. 
São Germano de Constantinopla julgava que o fato de o corpo da Virgem Mãe de Deus estar incorrupto e ser levado ao céu não apenas concordava com sua maternidade divina, mas ainda conforme a peculiar santidade deste corpo virginal: “Tu, está escrito, surges com beleza (cf. Sl 44,14); e teu corpo virginal é todo santo, todo casto, todo morada de Deus; de tal forma que ele está para sempre bem longe de desfazer-se em pó; imutado, sim, por ser humano, para a excelsa vida da incorruptibilidade. Está vivo e cheio de glória, incólume e participante da vida perfeita”. 
Outro antiquíssimo escritor assevera: “Portanto, como gloriosa mãe de Cristo, nosso Deus salvador, doador da vida e da imortalidade, foi por ele vivificada para sempre em seu corpo na incorruptibilidade; ele a ergueu do sepulcro e tomou para si, como só ele sabe”. 
Todos estes argumentos e reflexões dos santos padres apóiam-se como em seu maior fundamento nas Sagradas Escrituras. Estas como que põem diante dos olhos a santa Mãe de Deus profundamente unida a seu divino Filho, participando constantemente de seu destino. 
De modo especial é de lembrar que, desde o segundo século, os santos padres apresentam a Virgem Maria qual nova Eva para o novo Adão: intimamente unida a ele – embora com submissão – na mesma luta contra o inimigo infernal (como tinha sido previamente anunciado no proto-evangelho [cf. Gn 3,15]), luta que iria terminar com a completa vitória sobre o pecado e a morte, coisas que sempre estão juntas nos escritos do Apóstolo das gentes (cf. Rm 5 e 6; 1Cor 15,21-26.54-57). Por este motivo, assim como a gloriosa ressurreição de Cristo era parte essencial e o último sinal desta vitória, assim também devia ser incluída a luta da santa Virgem, a mesma que a de seu Filho, pela glorificação do corpo virginal. O mesmo Apóstolo dissera: Quando o que é mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá o que foi escrito: A morte foi tragada pela vitória (1Cor 15,54; cf. Os 13,14). 
Por conseguinte, desde toda a eternidade unida misteriosamente a Jesus Cristo, pelo mesmo desígnio de predestinação, a augusta Mãe de Deus, imaculada na concepção, virgem inteiramente intacta na divina maternidade, generosa companheira do divino Redentor, que obteve pleno triunfo sobre o pecado e suas consequências, ela alcançou ser guardada imune da corrupção do sepulcro, como suprema coroa dos seus privilégios. Semelhantemente a seu Filho, uma vez vencida a morte, foi levada em corpo e alma à glória celeste, onde, rainha, refulge à direita do seu Filho, o imortal rei dos séculos.

Por que se consagrar à Virgem Maria?


Por que se consagrar a Maria? Não seria melhor ir diretamente a Jesus? Ora, quem se dá conta de nossa triste condição de pecadores bem sabe que, embora o queiramos muito, entregar-se a Deus com plena confiança é um trabalho que em muito supera nossas forças.
É por isso que ele quis dar-nos Maria, para que ela, recebendo-nos como pequena oferenda, nos apresente a Cristo, purificados e embelezados pelas mãos virginais de uma Mãe Imaculada.
Depois de tudo quanto vimos até agora, parece não haver motivos de peso para não se consagrar à Virgem Santíssima. Ao lhe entregarmos tudo, nós nada perdemos, senão que muito lucramos, despojados de nossos bens, vivendo só por ela, com ela e nela. Ainda assim, vale a pena repassar as principais razões elencadas por São Luís Maria Grignion de Montfort em seu Tratado que nos recomendam vivamente essa devoção. Vejamos, de modo bastante resumido, o que São Luís nos diz a esse respeito.
A consagração plena a Nossa Senhora, diz ele, nos põe inteiramente ao serviço de Deus e constitui um meio admirável de sermos fiéis e perseverantes na virtude. Com efeito, todos os que temos a graça de crer desejamos ser de Jesus Cristo. No entanto, por causa de nossa debilidade e inconstância, muitas vezes descumprimos nossos propósitos e, cedendo pouco a pouco a nossas paixões e maus desejos, voltamos à mesma vida de pecado que tínhamos antes da conversão. De manhã nos oferecemos a Deus, e à noite já nos pedimos de volta. Falta-nos, pois, aquela liberdade interior, aquela firme resolução de tudo entregar a Deus.
Mas por que, poderíamos perguntar, Maria é um caminho tão eficaz, um instrumento tão útil para superarmos tais obstáculos? Aqui é preciso lembrar que, ao pecarem, Adão e Eva, criados amigos e familiares de Deus, passaram a vê-lo como um inimigo, uma figura temível e agressiva. Foi por isso que, ao lhe ouvirem os passos no jardim do Éden, à hora da brisa da tarde, nossos primeiros pais se esconderam de sua face, no meio das árvores do jardim (cf. Gn 3, 8). Enganados pela antiga serpente, compraram a mentira de que o Senhor, na verdade, era um “embusteiro”, que bem sabia que, no dia em que comessem do fruto proibido, seus olhos se abririam e eles seriam como deuses (cf. Gn 3, 5).
Manchados pelo pecado original, também nós herdamos esta disposição a olhar para Deus como um inimigo, um “mentiroso” indigno de nossa fé e confiança. Ora, a solução que o próprio Senhor encontrou para esta triste queda foi pôr ódios e inimizades entre a mulher e a serpente, entre a descendência desta e a daquela (cf. Gn 3, 15). Por ser Mãe e ter um Coração terníssimo, Maria, prefigurada pela antiga Eva, faz cair todas as resistências; ela nos atrai para o amor e para o serviço, ajuda-nos a entregar de coração todo o nosso ser a Deus. Quem recearia entregar a uma Mãe tão boa, cheia de misericórdia e doçura, todos os seus bens, familiares, saúde, dinheiro, boa fama etc.? Acaso não nos é mais fácil conseguir o que queremos ou precisamos de nosso pai se primeiro recorremos à nossa mãe? Se é assim na ordem natural, por que haveria de ser diferente na ordem da graça e das necessidades do espírito? Se temos medo de dar tudo a Deus, entreguemo-nos primeiro a Maria, que, sendo a mais humildes das servas, há de entregar-nos a Jesus. Ela, escreve o santo de Montfort,
[...] nada retém para si do que lhe ofertamos. Tudo remete fielmente a Jesus.  Se algo lhe damos a ela, damos necessariamente a Jesus. [...] Quando apresentamos alguma coisa a Jesus, de nossa própria iniciativa e apoiados em nossa capacidade e disposição, Jesus examina o presente, e muitas vezes o rejeita em vista das manchas que a dádiva contraiu do nosso amor-próprio, como antigamente rejeitou os sacrifícios dos judeus por estarem cheios de vontade próprias. Quando, porém, lhe apresentamos algo pelas mãos puras e virginais de sua bem-amada, tomamo-lo pelo seu lado fraco [...]. Ele não considera tanto a oferta que lhe fazemos como sua boa Mãe que lha apresenta; não olha tanto a procedência do presente como a portadora [1].
Ao contrário de Eva, que viu o fruto proibido e o tomou para proveito próprio, Maria olha para o fruto bendito de seu ventre e não o guarda para si; antes, entrega-o ao Pai com generosidade e desprendimento. Com quanta razão, portanto, nos devemos dar por inteiro a Nossa Senhora! Ela olhará para o fruto pobre e bichado de nossas obras, de todo o nosso ser, e o remeterá, purificado e embelezado, ao seu querido Filho. Consagrar-se inteiramente a Maria é ser conduzido por ela, do modo mais fácil, curto, perfeito e seguro, a uma união mais íntima e profunda com Nosso Senhor [2].
Referências
São Luís M.ª G. de Montfort, Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. 39.ª ed., Petrópolis: Vozes, 2009, pp. 142-143, n. 147.
Cf. Id., p. 145, n. 152


sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Padre Márcio Odair assume paróquia Dom Bosco no bairro Eloy Chaves

Padre Marcio Odair será o novo Pároco da Paróquia Dom Bosco(Eloy Chaves) integrando-se a nossa Região Pastoral V.
Veja nota abaixo:

Boa noite irmãos

Com muita alegria, partilho com todos vocês a missão que recebi da Igreja, por meio de nosso querido Bispo Diocesano, Dom Vicente Costa.

Peço-lhes que rezem por nossa Igreja particular de Jundiaí, rezem pelo querido amigo e irmão Pe. Agnaldo, que assumirá a Paróquia Nossa Senhora do Monte Serrat, e por mim que, com muita alegria, recebi a graça de ser pároco da Paróquia de São João Bosco, em Jundiaí.
Que Deus nos abençoe no seu Amor, hoje e sempre!

https://dj.org.br/comunicado-oficial-2/

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Conheça a História e o sentido do diaconato permanente

O primeiro mártir da Igreja foi um diácono (Santo Estêvão). O termo "diácono" aparece 29 vezes nos Evangelhos. São Francisco de Assis foi diácono. Ainda assim, muitos católicos não fazem ideia do que seja um diácono...
Na Igreja primitiva, o diaconato foi criado pelos Apóstolos para permitir que os presbíteros (sacerdotes) pudessem se concentrar na essência de seus deveres sacerdotais. Enquanto isso, os diáconos assumiam a liderança das funções administrativas e caritativas da Igreja. Isso está descrito no livro dos Atos:
"Naqueles dias, como crescesse o número dos discípulos, houve queixas dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas teriam sido negligenciadas na distribuição diária. Por isso, os Doze convocaram uma reunião dos discípulos e disseram: Não é razoável que abandonemos a palavra de Deus, para administrar. Portanto, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarregaremos este ofício. Nós atenderemos sem cessar à oração e ao ministério da palavra. Este parecer agradou a toda a reunião. Escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo; Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia. Apresentaram-nos aos apóstolos, e estes, orando, impuseram-lhes as mãos." (Atos 6, 1-6)
Com o passar do tempo, os diáconos concentraram grande poder, pois eram os principais responsáveis pela administração do patrimônio da Igreja. Essa situação ajudou a gerar tensões entre diáconos e presbíteros, e até São Jerônimo se enfiou na treta, reclamando do fato de que os diáconos estavam colocados à frente dos presbíteros (Comissão Teológica Internacional, 2002, p. 45). O Toddynho ferveu!
Uma das principais queixas era a de que a função dos diáconos havia se pervertido: eles estariam se dedicando mais à liturgia do que às funções assistenciais. Também havia uma disputa com o fato de que, quando um bispo morria ou se aposentava, um diácono poderia ser eleito para sucedê-lo, tanto quanto qualquer outro presbítero. 
Na Idade Média, se desenvolveu muito a vida monástica. E assim a assistência aos pobres começou a ser realizada mais intensamente pelos mosteiros, assim como por instituições de caridade fundadas e administradas por leigos. E a função do diácono como ministro da caridade se esvaziou. A partir do século V, inicia-se um processo de decadência do diaconato, evoluindo até o seu quase que total desaparecimento. 
Por fim, venceu o entendimento de que um presbítero poderia fazer tudo o que um diácono fazia, e acabou-se o diaconato como função "permanente" na Igreja. O diaconato seria, a partir de então, somente uma etapa transitória, até o momento em que o cristão fosse ordenado sacerdote.
Mas a roda da História está sempre girando...
E eis que, no século XX, no Concílio Vaticano II, a Igreja tomou a decisão de restaurar o diaconato exercido de forma permanente (ficando o bispo de cada diocese livre para optar por restaurar ou não o diaconato em seu território). Após muita discussão, em uma sessão emocionante (tipo FLA-FLU), 2.120 bispos e padres conciliares votaram, e o resultado da votação foi o seguinte: 1.588 foram a favor da restauração do diaconato, 525 foram contra e 7 se abstiveram. O resumo das decisões a esse respeito foi publicado na encíclica Lumen Gentium e, depois, no documento Sacrum diaconatus ordinem.
O diaconato, é importante notar, não foi restaurado no CV II no exato formato da Igreja primitiva. Uma das diferenças é que, na hierarquia, o diácono está abaixo do bispo e do presbítero.
O sacramento da ordem possui três graus:
  • a ordem episcopal (bispos);
  • o presbiterado (padres);
  • o diaconato (diáconos).
O diácono casado é membro do clero – não é um leigo! Por isso mesmo ele usa traje clerical, nas ocasiões em que está servindo na Igreja. Ele pode:
  • pregar;
  • batizar;
  • presidir cerimônias de casamento;
  • ler o Evangelho na missa e fazer a homilia;
  • preservar e distribuir a Eucaristia;
  • dar aconselhamentos;
  • dar bênçãos;
  • levar o viático aos moribundos;
  • presidir ritos funerários etc.
O diácono não participa ministerialmente do sacerdócio de Cristo. Por isso, ele NÃO PODE:
  • celebrar a missa;
  • dar a unção dos enfermos;
  • ouvir Confissões e absolver os pecados dos penitentes.
O candidato a diácono só pode ser ordenado se a sua esposa concordar formalmente com isso. Afinal, certamente a família terá que fazer importantes renúncias, já que a maior parte do serviço prestado pelos diáconos costuma ser realizada nos fins-de-semana – justamente quando os maridos, em geral, se dedicam às tarefas de casa e ao lazer com a família.
Especialmente nas paróquias em que só há um padre, a presença de um bom diácono é valiosa, impedindo que o pároco fique sobrecarregado em suas tarefas pastorais e ministeriais.
O diácono permanente deve ter uma profissão, pois, diferente do padre, ele não recebe salário da Igreja (há exceções).
Caso se torne viúvo, o diácono não poderá se casar novamente. Se completar os estudos no seminário e receber autorização especial do bispo, poderá ser ordenado padre.
Se você é um bom marido e bom cristão, e tem ao menos 35 anos, pode apresentar o seu pároco ou bispo o desejo de ingressar na escola diaconal de sua diocese. Já pensou nessa possibilidade?

Padre Daniel em visita missionária nas casas

Em continuidade aos trabalhos missionários, com as Santas Missões Populares em nossa Paróquia, o nosso Pároco, inicia nessa terça feira (14/8),  visitas na Comunidade Cristo Rei.
Igreja em saída, ao encontro do povo. Uma igreja Missionária!!!
Abençoada seja a disponibilidade do  nosso Pastor em vir ao encontro do seu rebanho.
Seja bem vindo Padre Daniel Rosa!

quarta-feira, 25 de julho de 2018

São Tiago Maior 25/07


Tiago Maior nasceu doze anos antes de Cristo na Galiléia e era filho de Zebedeu e Salomé, segundo as sagradas escrituras. Era, portanto, irmão de João Evangelista. É sempre citado como um dos três primeiros apóstolos, além de figurar entre os prediletos de Jesus, juntamente com Pedro e André. É chamado de "maior" por causa do apóstolo homônimo, Tiago filho de Alfeu, conhecido como "menor".
Nas várias passagens bíblicas, podemos perceber que Jesus possuía apóstolos escolhidos para testemunharem acontecimentos especiais de sua missão. Um era Tiago, o Maior, que constatamos ao Seu lado na cura da sogra de Pedro, na ressurreição da filha de Jairo, na transfiguração do Senhor e na Sua agonia no Horto das Oliveiras.
Consta que, depois da ressurreição de Cristo, Tiago rumou para a Espanha, percorrendo-a de norte a sul, fazendo sua evangelização, sendo por isto declarado seu padroeiro. Mais tarde voltou a Jerusalém, onde converteu centenas de pessoas. Por causa de falso testemunho foi preso e acusado de levar o povo a ir contra as ordens do imperador. A pena para esse crime era a morte.
A sentença foi executada durante as festas pascais no ano 42. Assim, Tiago, o Maior, se tornou o primeiro dos apóstolos a derramar seu sangue pela fé em Jesus Cristo.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
Reflexão No século VIII, a Espanha lutava contra a invasão dos bárbaros muçulmanos. Diz a história que pela intercessão de São Tiago os muçulmanos foram derrotados. No local da vitória espanhola o rei Afonso II mandou construir uma igreja e um mosteiro, dedicados a Santiago, com isto a cidade de Iria passou a se chamar Santiago de Compostela, ou seja, do campo da estrela. Desde aquele tempo até hoje, o Santuário de Santiago de Compostela, é um dos mais procurados pelos peregrinos do mundo inteiro, que fazem o trajeto à pé.
Oração Ó Deus, que a vossa Igreja exulte sempre no constante louvor do Apóstolo São Tiago, Maior, para que, sustentada por sua doutrina e intercessão, seja fiel a seus ensinamentos. Por Cristo nosso Senhor. Amém!
                                                                                                                                         Por: A12

domingo, 15 de julho de 2018

Em agosto tem as catequeses do Caminho: Uma reflexão inspirada no 15º Dom. TC


Deveríamos voltar a recuperar o sentido desta expressão (“adeptos do Caminho”), pois ela nos convida a continuar o itinerário percorrendo o caminho cotidiano da existência de uma maneira cristificada; e isto é algo fundamental para o encontro profundo com o outro, com as alegrias e os sofrimentos daqueles que se encontram às margens, com a novidade e a surpresa da senda da vida, com o desafio de prosseguir confiando na Boa Notícia de Jesus, que se manteve sempre em caminho pelas estradas da Palestina, para levantar os feridos, oprimidos e excluídos do sistema social e religioso.
Hoje como ontem, sair, caminhar, deslocar-se, ser itinerante... tem sentido, porque significa ir ao encontro do novo e do diferente. “Sair” é também uma experiência constitutiva da natureza humana porque tem um ar transformador. Cada um, ao longo do caminho, experimenta “novos modos” de habitar a existência, de olhar-se, pensar e relacionar-se. A itinerância permite ir mais além de si mesmo para encontrar outras maneiras de viver, para entrar em outras terras prometidas, para aproximar-se de outras pessoas, povos, culturas, onde encontrar o sentido de vida; sobretudo, possibilita ir ao encontro d’Aquele que nos transcende e sempre se revelou Peregrino.
A vida humana, neste sentido, é caminho, com um ponto de partida, uma meta, um trajeto e um horizonte. Caminho, palavra familiar e também humilde que evoca a existência de uma origem e um destino e, entre ambos, de uma aventura: a aventura de nosso caminhar, feita de desafios e extravios, e também de encontros e de momentos inesquecíveis que nos confortam ao longo do percurso.
Todos somos “peregrinos” neste “êxodo de nós mesmos para Deus”, no qual nos “adentramos em terra estranha, despojados dos suportes usuais da existência, desprovidos de todo amparo que não seja o da caridade...” (Tellechea Idógoras).
Quem caminha calcula seu trajeto, suas próprias forças, fadigas, planeja suas paradas. Por outra parte, decide correr o risco de sair de sua zona de conforto, para abrir-se à paisagem de novas relações, ao inesperado e inexplorado, a novos encontros e sensações, a confiar e percorrer a própria existência.
O caminho é um processo de mudança pessoal, um lugar pedagógico de cura, de aprendizagens, abertas ao assombro, a um olhar dinamizador, à liberdade de pensamento e de ação. Ele nos move a dilatar o coração e interessar-nos pela situação das demais pessoas, a aproximarmos dos(as) samaritanos(as) que encontramos nas idas e vindas. Porque o caminho é a ocasião, o Kairós, o tempo pedagógico de um movimento que vivifica, deixa pegada e sabor de um outro sentir.
Podemos dizer que na Igreja são imprescindíveis os itinerantes, os peregrinos do Reino de Deus, como o próprio Jesus, que enviou discípulos e discípulas pelos caminhos e povos, sem nenhuma estrutura de apoio a não ser um coração disposto a não querer outra riqueza a não ser o fermento de nova humanidade.
Com os itinerantes Jesus iniciou um movimento a serviço do Reino e Ele mesmo foi um itinerante. Não permaneceu numa casa, não se fechou em um lugar, não fundou uma instituição vinculada a um tipo de templo, sinagoga ou santuário, mas foi percorrendo, com um grupo de discípulos(as)/amigos(as), também itinerantes, os povoados e aldeias da Galiléia, anunciando e tornando presente o Reino. Jesus os tirou de seus lugares estáveis, de suas simples redes da margem do mar, e os fez itinerantes através de outros e amplos caminhos e mares, para assim encontrar-se com os caminhantes, os perdidos e expulsos, e iniciar com eles a grande Marcha da Vida.
Jesus, o Homem dos Caminhos, chama para uma Vida nova. Chama na vida e para a vida e põe as pessoas em movimento, a caminho. A “pegada” que Ele deixa ao passar é sua própria Vida partilhada.
Ele é o inspirador de toda itinerância; com sua peregrinação Ele abre possibilidade de outros caminhos.
Jesus envia seus discípulos com o necessário para caminhar: cajado, sandálias e uma túnica. Não precisam de mais nada para serem testemunhas do essencial. Jesus quer vê-los livres e sem ataduras, sempre disponíveis, sem instalar-se no bem-estar, confiando na força do Evangelho.
“O discípulo-missionário é um des-centrado: o centro é Jesus Cristo que convoca e envia. O discípulo é enviado para as periferias existenciais. A posição do discípulo-missionário não é a de centro, mas de periferias: vive em tensão para as periferias” (Papa Francisco)
É decisivo estar dispostos a abrir espaços em nossa história a novas pessoas e situações, novos encontros, novas experiências... Porque sempre há algo diferente e inesperado que pode nos enriquecer...
A vida está cheia de possibilidades e surpresas; inumeráveis caminhos que podemos percorrer; pessoas instigantes que aparecem em nossas vidas; desafios, encontros, aprendizagens, motivos para celebrar, lições que aprenderemos e nos farão um pouco mais lúcidos, mais humanos e mais simples...

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Pe. Fernando preside Missa em comemoração ao Ano Jubilar e nos ajuda na reflexão do (14º Dom. TC)


Houve um tempo em que nossa Igreja era reconhecida como uma Igreja profética, uma Igreja portadora de vozes proféticas.
Essa Igreja profética parece ter dado lugar hoje a uma Igreja um tanto tímida e insegura diante da realidade sócio-político-econômico-religiosa em que vivemos. Mas essa ausência de profetismo não se faz sentir somente em nossa Igreja. Ela parece ser a marca do nosso tempo, um tempo em que os grandes sonhos e as grandes esperanças de transformação social deram lugar à mera luta pela sobrevivência e à busca individual de bem estar.
Seja como for, os textos bíblicos da liturgia de hoje nos falam da importância do profeta na Igreja e na sociedade.
Quando olhamos nossa vida a partir da vocação profética, nos damos conta de que o lugar em que nos encontramos não é acidental, mas providencial: Deus nos colocou ali para sermos uma presença profética, para reconduzir a Ele pessoas que se afastaram do bem, da verdade e da justiça. Assim como fez com Ezequiel.
Enquanto muitas pessoas hoje abandonam a verdade e se rodeiam de falsos profetas que falam somente o que elas gostam de ouvir, a palavra profética nos coloca diante da verdade, a verdade que não gostamos de ouvir, mas que precisamos ouvir se queremos ser libertos e salvos.
É mesmo de admirar como a nossa geração se melindra e se sente ofendida quando escuta a verdade. É mesmo de admirar como facilmente ‘deletamos’ dos nossos contatos toda pessoa que fala aquilo que não queremos ouvir. É mesmo de admirar como a nossa fé é feita de caprichos e resiste a mudanças e questionamentos. É mesmo de admirar como não falamos a verdade para as pessoas porque não queremos magoá-las e, consequentemente, correr o risco de perder o afeto delas. É mesmo de admirar como nossa palavra não tem credibilidade, porque nós somos os primeiros a não sustentá-la diante de uma crítica ou de uma rejeição ao que dissemos. Enfim, é mesmo de admirar que para nós seja mais importante ter a aprovação das pessoas do que a aprovação de Deus, o Deus da verdade, cuja Palavra é a única fonte de salvação.
Além disso, Paulo entendeu que Deus escolheu não anular as fraquezas humanas do profeta porque Ele sabe que, pior do que as fraquezas e ambiguidades humanas, aquilo que mais faz mal ao profeta é o risco da presunção, o risco da arrogância, da autossuficiência, do achar-se pronto (cf. 2Cor 12,7).
Como Paulo acabou de testemunhar, Deus escolheu revelar a Sua força através da fraqueza do profeta (cf. 2Cor 12,9).   
(por Márcio Neves-Pascom)        

Espiritualidade: "A incansável busca pela intimidade com Deus"


Se há aqui alguém escravo do pecado, prepare-se pela fé para o nobre renascimento de filhos por adoção. Rejeitada a péssima escravidão dos pecados e obtida a felicíssima servidão do Senhor, seja considerado digno de alcançar a herança do reino celeste. Portanto despi, pela confissão, o homem velho que se vai corrompendo ao sabor dos desejos maus, a fim de revestirdes o homem novo, que se renova pelo conhecimento daquele que o criou. Adquiri pela fé a segurança do Espírito Santo de serdes acolhidos nas mansões eternas. Aproximai-vos do místico sinal para que possais ser favoravelmente reconhecidos pelo Soberano. Juntai-vos ao santo e racional rebanho de Cristo. Postos um dia de parte à sua direita, entrareis assim na posse da vida preparada por herança para vós.
            Com a aspereza dos pecados aderentes como pêlos, estão à esquerda aqueles que não se achegam à graça de Deus concedida por Cristo no banho da regeneração. Refiro-me aqui não à regeneração dos corpos, mas ao novo nascimento espiritual da alma. Os corpos são gerados pelos pais visíveis; a alma é gerada de novo pela fé, porque o Espírito sopra onde quer. Então, se te tornares digno, poderás ouvir: Muito bem, servo bom e fiel, quando não se encontrar em ti qualquer impureza de fingimento na consciência.
            Se algum dos que aqui estão espera provocar a graça de Deus, engana-se e desconhece o valor das coisas. Tem, ó homem, alma sincera e livre de disfarce, por causa daquele que perscruta corações e rins.

            O tempo agora é tempo de confissão. Confessa o que cometeste por palavra, ou ação, de noite ou de dia. Confessa no tempo propício e recebe no dia da salvação o tesouro celeste.
            Limpa tua jarra para conter graça mais abundante, pois a remissão dos pecados é dada igualmente a todos, mas, a comunicação do Espírito Santo é concedida a cada um segundo a fé. Se trabalhares pouco, receberás pouco; se fizeres muito, grande será a recompensa. Corre em teu próprio proveito, vê o que te convém. Se tens algo contra outro, perdoa. Tu te aproximas para receber o perdão dos pecados; é necessário perdoar a quem te ofendeu.
(Das Catequeses de São Cirilo, bispo de Jerusalém)

sábado, 16 de junho de 2018

Prefeito de Jundiaí presente na comunidade

Luiz Fernando Machado(Prefeito de Jundiaí)
Conforme havia anunciado nos avisos da paróquia esteve presente em nossa paróquia nesta sexta-feira, (15),Luiz Fernando prefeito de Jundiaí e toda sua equipe de gestão administrativa num gesto de comprometimento Há de se reconhecer a atitude da atual administração de ir “as bases”, estar próximo do povo. Aquilo que num primeiro momento parecia ser mais um ato meramente político nas vésperas das eleições trouxe aos participantes uma impressão positiva. O ponto negativo, nos veio por parte do povo que deve assumir sua postura de protagonistas nesta história. Impossível, não se perguntar neste, onde estão as lideranças, administradores, os coordenadores da paróquia e o povo em geral.
A modesta participação explica talvez, a desconfiança que os cidadãos manifestam em relação à classe política, desconfiança que se vai tornando cada vez mais óbvia, com a crescente abstenção na hora de acorrer às urnas de voto, de eleição para eleição. É fácil perceber que mudar a estrutura social de um país não é tarefa fácil. Não se transformam "da noite pro dia" muitos anos de baixa qualidade de vida numa sociedade econômica e socialmente desequilibrada. Atualmente, vive-se no país um descrédito na política, uma crise de identidade, onde a população não se acha representada pelos que estão com o poder. Atinge sobretudo o ânimo dos brasileiros e é a grande causa da desesperança que afeta a nação.Mas esse é o momento de não apenas criticar,mas juntos buscarmos soluções práticas para solução de problemas.
Daniel Lemos (Pres. Ass. Moradores-Retiro)
Mas quanto a nós, que somos chamados a encarar desafios e assim, posicionar-se politicamente é tarefa cristã e fugir disso nunca foi uma atitude de Jesus de Nazaré, conforme nos mostram os Evangelhos. Dentro da dinâmica do encontro o Prefeito expôs a prestação de contas de sua gestão e finalizando com um espaço aberto aos participantes para fazerem suas perguntas e considerações. O prefeito também deixou claro que conhece as deficiências de seu governo e por isso trabalha sabendo disso na intenção de melhorar sempre. Dentre os tópicos, o tema Segurança Pública foi que mais chamou atenção, pois envolve o nosso bairro (Grande Retiro). Segundo os dados, Aumentaram os casos de incidência e o aumento da criminalidade com registros na Região do Retiro o qual já está na pauta uma abordagem mais extensiva da GM na região.
Ponto positivo foi à participação da Associação de Moradores da Região do Grande Retiro na pessoa de seu presidente Daniel Lemos que em sua fala levou ao conhecimento da gestão atual, um montante das necessidades e melhorias levantadas pelos moradores. Certamente, um excelente trabalho.
(Márcio Neves-Pascom)

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Vaticano denuncia exploração da Amazônia e violação dos direitos dos povos indígenas


O Vaticano denuncia num novo documento sobre a Amazônia a exploração levada a cabo por “interesses econômicos” que ameaçam a natureza e os direitos dos povos indígenas.
“A riqueza da selva e dos rios da Amazônia está ameaçada pelos grandes interesses econômicos que se alastram sobre diferentes regiões do território. Tais interesses provocam, entre outras coisas, a intensificação do desmatamento indiscriminado na selva, a contaminação dos rios, lagos e afluentes”, assinala o texto preparatório da assembleia especial do Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia, que o Papa convocou para 2019.
O texto, divulgado na manhã desta sexta-feira (08) pela sala de imprensa da Santa Sé, defende que este Sínodo especial deve “encontrar novos caminhos para fazer crescer o rosto amazônico da Igreja e também para responder às situações de injustiça da região”.
Entre as situações denunciadas elenca-se o “neocolonialismo configurado pelas indústrias extrativistas, pelos projetos de infraestrutura que destroem sua biodiversidade e pela imposição de modelos culturais e económicos estranhos à vida dos povos.
A assembleia de bispos foi anunciada pelo Papa a 15 de outubro de 2017 e vai refletir sobre o tema ‘Novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral se realizará em outubro de 2019’.
“As relações harmoniosas entre o Deus Criador, os seres humanos e a natureza estão quebradas por causa dos efeitos nocivos do neoextrativismo e por pressão dos grandes interesses económicos que exploram o petróleo, o gás, a madeira, o ouro, e pela construção de obras de infraestrutura e pelas monoculturas agroindustriais”.
O documento do Vaticano alerta para as consequências da “cultura dominante de consumo e descarte” sobre a natureza, que tem gerado uma “profunda crise”.
A Igreja Católica atua na região através da Rede Eclesial Pan-Amazônica, REPAM, que inclui representantes de comunidades católicas de nove territórios: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana-Francesa, Peru, Suriname e Venezuela.
“A Amazônia, uma região com rica biodiversidade, é multiétnica, pluricultural e plurirreligiosa, um espelho de toda a humanidade que, em defesa da vida, exige mudanças estruturais e pessoais de todos os seres humanos, dos Estados e da Igreja”, assinala o texto preparatório do Sínodo de 2019.
A bacia amazônica é apresentada como uma das “maiores reservas de biodiversidade” do planeta, cujos povos são hoje marcados pela “pobreza produzida ao largo da história” e da “mudança de valores decorrentes da economia mundial, na qual prevalece o valor lucrativo sobre a dignidade humana”.
“Um exemplo disso é o crescimento dramático do tráfico de pessoas, especialmente o de mulheres, para fins de exploração sexual e comercial”, assinala a Santa Sé.
O documento alude ainda à necessidade de “regularização de terras e do reconhecimento de sua propriedade ancestral e coletiva” por parte dos povos indígenas na Pan-Amazônia.
“Proteger os povos indígenas e seus territórios é uma exigência ética fundamental e um compromisso básico dos direitos humanos”, sustenta o Vaticano.
O Sínodo dos Bispos pode ser definido, em termos gerais, como uma assembleia consultiva de representantes dos episcopados católicos de todo o mundo, a que se juntam peritos e outros convidados, com a tarefa ajudar o Papa no governo da Igreja.
Até hoje houve 14 assembleias gerais ordinárias e três extraordinárias, as últimas das quais dedicadas à Família (2014 e 2015); em outubro, o Vaticano recebe uma assembleia ordinária do Sínodo, sobre os jovens.

domingo, 10 de junho de 2018

Artigo: Igrejas empresas?


Na conjuntura atual, é possível perceber que quase todas as igrejas espalhadas, sejam protestantes, sejam católicas são como empresas que devem ser geridas. Ou seja, nela há entradas, saídas, despesas fixas, tais como aluguel, corpo de funcionários, contas de água, luz, telefone etc, que em nada difere de uma empresa normal.
Até aí, nada estranho para uma estrutura de aglomeração de pessoas que precisa se manter. No entanto, um dos maiores riscos desse tipo de gestão é perder qual é a missão para o qual a Igreja nasceu. Não dificilmente, no afã de uma gestão eficiente que usa os recursos de maneira eficaz e controla suas receitas e suas despesas de maneira a gerar um fundo de caixa para a comunidade, perde-se de vista o caráter filantrópico, sacrificial e de doação que está na origem do nascimento da Igreja, como relatado no livro de Atos. Perde-se de vista que mais importante que o lucro é a comunidade e o amor que é encontrado nela, lembrando ser essa a marca registrada dos discípulos de Jesus.
Atentar-se para os limites da organização de maneira que eles não tirem o foco daquilo que é essencial para uma comunidade que se diz cristã se torna, então, tarefa imprescindível para todos e todas que estão nos diversos cargos administrativos das igrejas  espalhadas pela Terra.
Mais do que uma comunidade que gere receitas, a Igreja é chamada para ser uma comunidade de entrega e de amor que se dá a toda pessoa que necessita de ajuda e amparo. Dessa forma, não é uma administração que gera lucro financeiro para a Igreja aquela que deve ser almejada, antes uma administração que concilie uma boa gestão dos recursos sem esquecer que o mais importante de toda essa história, bem como a razão de ser da Igreja, está em seguir o exemplo de Cristo, a saber, de assumir a carne do mundo para sofrer suas dores e propor a esperança de que a morte não tem a última palavra, visto sermos testemunhas de que a vida a venceu.
Dessa forma, para a Igreja serve o adágio: Administrar recursos, sim. Esquecer as pessoas, jamais.


sábado, 9 de junho de 2018

EDITORIAL: Junho "uma espiritualidade maior"

Márcio Neves-Pascom

Caríssimos,
Chegamos ao mês de Julho, aliás, já vai adiantado. Recorremos especificamente neste mês a espiritualidade popular animados em primeiro lugar pelas festividades juninas e Sagrado Coração de Jesus e Maria.
Somos chamados a viver uma “espiritualidade maior” conforme nos propõe a liturgia deste mês onde o principal diferencial está na disposição em obedecer, pois de boa intenção o inferno está cheio.
O cultivo da espiritualidade consiste na busca de uma contemplação palpável e infelizmente sente-se a falta do silêncio nos momentos de interiorização em nossas celebrações. Os momentos que antecedem nossas celebrações continuam desprovidos de silencio, Assim como os momentos pós comunhão.
Em geral, os agentes das equipes de celebrações, quase não se reúnem no meio da semana e acham por bem colocarem o “papo em dia” ou as “pendências” minutos antes das celebrações, tumultuando assim ao o ambiente celebrativo.
Santo Antonio que vamos celebrar neste mês, vem citar São Gregório em uma se suas catequeses que diz que a há uma lei para o pregador: “que faça o que se prega”, ou seja, a Palavra é viva quando são as obras que falam.
Com igual fervor celebraremos o nascimento de São João Batista como acontecimento sagrado. São João apareceu como ponto de encontro entre o antigo e novo testamento.
Finalizando os Santos Juninos  celebraremos São Pedro e São Paulo. São Pedro o primeiro dos Apóstolos, São Paulo só se alegrava no amor de Cristo, que era para ele o maior de todos os bens.
E também para enriquecer-nos mais ainda celebraremos ainda neste mês São Barnabé, São Luis Gonzaga e os primeiros mártires da Igreja de Roma.
Em andamento estão as comemorações do Jubileu, vivenciando o Ano Jubilar neste 50 Anos de nossa paróquia. Neste mês, dia 10/06 receberemos o nosso 5º padre que foi ordenado como administrador Paroquial em 29/11/2009 e ficou conosco no ano de 2010.
Dia 17 na missa das 09:30 na matriz celebraremos o 50º Aniversário do Caminho Neocatecumenal.
Enfim ,não percamos nossa identidade de cristãos comprometidos pela causa do Evangelho. Somos humanos, seres em caminho, apredizes, buscadores de sentido, buscadores da verdade e habitados pelo mesmo Deus. E viver  “cultura do encontro” (papa Francisco) implica respeitar e se alegrar com a diversidade, considerando-a riqueza maior.